Prospecção de peptídeos bioativos do colostro asinino livres e encapsulados em lipossomas
Bioatividade, Microencapsulação, Jumentas, Sistemas lipossomais.
Peptídeos bioativos do colostro asinino representam uma alternativa promissora a fármacos convencionais devido as suas propriedades farmacológicas, porém estão susceptíveis à degradação enzimática que compromete sua biodisponibilidade. Este estudo objetivou avaliar as atividades bioativas de peptídeos livres e encapsulados em lipossomas obtidos de colostro asinino, bem como explorar os efeitos de diferentes proporções de colesterol em vesículas lipossomais. As proteínas foram hidrolisadas por ação da enzima tripsina, caracterizados por grau de hidrólise e eletroforese . Os hidrolisados foram encapsulados em vesículas de lipossomas, compostas por fosfatidilcolina e colesterol (8:2). Os achados apresentaram grau de hidrólise de 43,78 a 52,99% e taxa de encapsulação entre 45,00 e 55,69%. No ensaio antioxidante com ABTS observou-se valores superiores entre os peptídeos livres de 82,51% e no ensaio de DPPH, os valores dos encapsulados foram maiores que os livres. No ensaio de inibição da β-glicosidase, observou-se diminuição da bioatividade dos peptídeos encapsulados. No teste de atividade anti-inflamatória, o processo de encapsulação também influenciou a capacidade de inibição da desnaturação proteica. Foram testadas proporções variáveis de colesterol e peptídeos, caracterizados por microscopia eletrônica de varredura, e testados quanto a atividade antidiabética e anti-inflamatória. Os resultados indicaram que formulações com concentrações intermediárias de colesterol (1,68 mg) e menor concentração de peptídeos (0,5 mg/mL) apresentaram maior eficiência de encapsulação (~54%) e melhor organização morfológica. A atividade anti-inflamatória foi significativamente maior em lipossomas com colesterol em concentrações intermediárias, e a atividade antidiabética foi superior em formulações com maior concentração de peptídeos e colesterol. Conclui-se que peptídeos bioativos do colostro asinino, livres ou encapsulados em vesículas de lipossomas, exibem alto potencial terapêutico, no entanto, a otimização da proporção entre peptídeos, fosfolipídios e colesterol é fundamental para maximizar a eficiência de encapsulação e a bioatividade dos peptídeos do colostro asinino, conferindo maior estabilidade e potencial para aplicações farmacológicas e alimentícias.