Banca de DEFESA: ANDRIELE RENATA BARBOSA DE FARIAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDRIELE RENATA BARBOSA DE FARIAS
DATA : 25/07/2025
HORA: 17:00
LOCAL: https://meet.google.com/cde-toue-abx
TÍTULO:

Alterações do mielograma em animais naturalmente infectados por Leishmania infantum e coinfecções


PALAVRAS-CHAVES:

Coinfecção, hematologia, cão, Ehrlichia spp.


PÁGINAS: 49
RESUMO:

A leishmaniose canina (LCan) é uma importante doença causada pelo protozoário Leishmania infantum e transmitida por flebotomíneos vetores. O desenvolvimento dos sinais clínicos depende principalmente da resposta imunológica de cada cão, entretanto, coinfecções por outros patógenos pode influenciar o surgimento e desenvolvimento dessas manifestações clínicas. Neste estudo, avaliamos as alterações do mielograma em cães naturalmente infectados por L. infantum e relacionamos com a carga-parasitária apresentada na medula óssea, além de pesquisar possíveis coinfecções que possam acentuar as alterações ocorridas na medula óssea. Para tanto, foram utilizadas amostras de medula óssea e dados do hemograma, bioquímicos e teste qualitativo ELISA (SNAP 4DX Plus, Idexx, Westbrook, Maine, EUA) de 37 animais naturalmente infectados com L. infantum, armazenadas no banco de amostras e no banco de dados do Laboratório de Parasitologia da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco. As lâminas de medula óssea foram utilizadas para contagem das células das diferentes linhagens (mieloide, eritroide, megacariocítica e outras células) e as amostras de medula óssea foram utilizadas para realização de teste molecular (qPCR) quantitativo para obtenção da carga parasitária de L. infantum. Observou-se que 81,1% (30/37) dos animais estavam coinfectados com algum outro patógeno transmitido por vetor (Ehrlichia canis, Anaplasma platys ou Dirofilaria immitis). De um modo geral, anemia normocítica normocrômica e trombocitopenia foram os principais achados nos animais, em contrapartida a linhagem eritróide estava dentro dos valores de referência. Foi observado acentuado aumento da série megacariocítica em resposta a diminuição dessas células no sangue circulante, sendo em média este aumento quatro vezes maior nos animais coinfectados. A presença de macrófagos acima da referência foi um achado frequente e está relacionado ao parasitismo por L. infantum na medula óssea. Conclui-se que a presença de coinfecções foi um fator que acentuou a presença de alterações hematológicas no hemograma e no mielograma dos animais do estudo, o que pode indicar um prognóstico mais reservado para esses animais.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - GILCIA APARECIDA DE CARVALHO
Interno - RAFAEL ANTONIO DO NASCIMENTO RAMOS
Externo à Instituição - TEREZA EMANUELLE DE FARIAS ROTONDANO - UFPB
Externo à Instituição - CARLOS ROBERTO CRUZ UBIRAJARA FILHO
Notícia cadastrada em: 30/06/2025 09:51
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