Banca de DEFESA: JÉSSICA CRISTINA DA COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JÉSSICA CRISTINA DA COSTA
DATA : 28/02/2025
HORA: 14:00
LOCAL: remoto
TÍTULO:

Agentes infectoparasitários em animais silvestres e pets não convencionais, no contexto da Saúde Única


PALAVRAS-CHAVES:

parasitos; bactérias; patologia; zoonoses; conservação


PÁGINAS: 45
RESUMO:

A crescente expansão das atividades humanas tem resultado em uma maior interação humanos-animais domésticos-animais silvestres, favorecendo o compartilhamento de agentes infectoparasitários que podem comprometer a saúde humana, a saúde animal, a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas. Portanto, compreender o contexto da ocorrência dessas infecções é de fundamental importância na abordagem de Saúde Única/Uma Só Saúde, que reconhece a interconexão e a indissociabilidade entre a saúde humana, animal, das plantas e dos ecossistemas. Dessa maneira, objetivou-se nesse estudo retrospectivo, conhecer os agentes infectoparasitários de animais silvestres e pets não convencionais diagnosticados no Laboratório de Patologia Veterinária da Universidade Federal da Paraíba (LPV-UFPB). Para isso, foram analisados os registros de necropsia e biópsia realizadas no LPV-UFPB, de janeiro de 2013 a dezembro de 2023. Durante esse período, o LPV-UFPB recebeu um total de 1286 animais silvestres ou pets não convencionais, além de amostras laboratoriais provenientes de animais. Deste total, em 143 (11,11%) animais foram diagnosticados agentes infectoparasitários, incluindo espécies ameaçadas de extinção, sendo 70,62% aves, 24,47% mamíferos, 4,19% répteis e 0,69% peixes. Além disso, a avaliação da procedência revelou que 59,30% das aves, 22,85% mamíferos e 33,33% répteis eram oriundos de unidades de conservação. Entre os animais de vida livre, 66,66% eram répteis, 65,71% mamíferos e 12,87% aves, enquanto entre os animais mantidos sob cuidados humanos, 100% eram peixes, 13,86% aves e 8,57% mamíferos. As infecções bacterianas prevaleceram nas aves (60,31%). O agente etiológico mais frequente foi Escherichia coli, bactéria com potencial zoonótico que merece destaque principalmente em animais mantidos sob cuidados humanos. Além disso, as infecções parasitárias causadas por helmintos (16,66%), também foram relevantes. Os resultados obtidos, tanto nos animais de vida livre quanto mantidos sob cuidados humanos, demonstram a importância do diagnóstico de agentes infectoparasitários para a adoção de medidas de controle, a partir de uma abordagem integrada de saúde, considerando o impacto da ação antrópica sobre a biodiversidade e os ecossistemas, bem como o crescente aumento da população de pets não convencionais nos lares brasileiros. A transmissão direta e indireta dos agentes identificados, favorece o compartilhamento de patógenos entre animais silvestres, animais domésticos e humanos. As infecções infectoparasitárias podem comprometer a saúde e a conservação da fauna silvestre, agravando os desafios para sua preservação em meio às pressões antrópicas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - JAQUELINE BIANQUE DE OLIVEIRA
Interno - JOSE WILTON PINHEIRO JUNIOR
Externa ao Programa - 1364514 - ANDREA ALICE DA FONSECA OLIVEIRA - UFRPE
Notícia cadastrada em: 20/02/2025 14:55
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