Liofilização de Imunocomponentes: Uma Abordagem Técnica para a Preservação e Aplicação em Terapias Equinas
Imunoglobulinas; plaquetas; spray-drier; plasma hiperimune; plasma equino;
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O O uso de compostos liofilizados representa uma solução prática e acessível para o transporte e armazenamento de imunocompostos na medicina equina. Esta tese tem como objetivo geral avaliar a viabilidade técnica do processo de liofilização e atomização do plasma sanguíneo como fonte de imunocomponentes. No primeiro capítulo, medimos as concentrações de imunoglobulina G (IgG), proteína total (TP) e sólidos totais (ST) em plasma equino fresco e após liofilização. O plasma foi coletado de seis cavalos machos saudáveis, liofilizado e reconstituído em água deionizada até seu volume original. As concentrações de IgG em plasma fresco (8,9 ± 3,2 g/L) e liofilizado (7,1 ± 2,2 g/L) não mostraram diferença significativa (P > 0,05). Em contraste, a concentração de TP diminuiu de 6,6 ± 0,5 g/dL no plasma fresco para 5,7 ± 0,2 g/dL após liofilização (P < 0,05), e o ST também foi reduzido de 7,5 ± 0,8% para 6,3 ± 0,5% (P < 0,05). Esses resultados indicam que a liofilização preserva a concentração de IgG, com pequenas perdas em ST e TP. O segundo capítulo avaliou a integridade das plaquetas em plasma equino liofilizado, spray-dried e congelado, comparando com plasma fresco. Amostras de sangue foram coletadas de seis cavalos machos em tubos com citrato de sódio, e o plasma obtido passou por congelamento a -80°C, liofilização e spray-drying. A integridade plaquetária foi avaliada antes e após a reconstituição com um analisador hematológico, e as concentrações de LDH, ST e PT foram medidas. A contagem média de plaquetas no plasma fresco foi de 125 ± 49,90 x 10^9/L, com a liofilização resultando em uma redução de 46,16% (67,3 ± 30,72 x 10^9/L; P < 0,05). Apesar dessa diminuição, 53,84% das plaquetas permaneceram intactas. O congelamento resultou em uma contagem 30,64% menor (86,7 ± 32,85 x 10^9/L; P < 0,05). As concentrações de LDH, PT e ST não diferiram significativamente entre os grupos. O spray-drying, por outro lado, causou danos irreparáveis às plaquetas, resultando em contagem zero após a reconstituição. Este estudo ilustra o impacto da liofilização, spray-drying e congelamento no plasma equino, especialmente em relação à contagem de plaquetas, proteína total e níveis de LDH. Embora a liofilização e o congelamento tenham preservado a integridade das plaquetas até certo ponto, o spray-drying foi ineficaz. Os achados destacam a necessidade de otimizar métodos de preservação para aumentar a estabilidade e o potencial terapêutico do plasma equino na medicina veterinária. A pesquisa apoia o uso do plasma equino liofilizado como uma opção de tratamento promissora, com futuras investigações focadas na validação de sua eficácia e estabilidade, além do desenvolvimento de soluções práticas de embalagem para a indústria equina.
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