Banca de QUALIFICAÇÃO: LUCIANA KELLY DE SOUSA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCIANA KELLY DE SOUSA SILVA
DATA : 27/09/2024
HORA: 10:00
LOCAL: Remoto (ON LINE)
TÍTULO:

BIOLOGIA REPRODUTIVA DE Tropidurus semitaeniatus Spix, 1825 (Squamata, Tropiduridae) ANALISADA EM DOIS BIOMAS


PALAVRAS-CHAVES:

Reprodução. Lagartos. Caatinga. Mata Atlântica.


PÁGINAS: 43
RESUMO:

No que se refere à reprodução animal, acredita-se que diversas estratégias reprodutivas evoluíram com o intuito de evitar a predação, minimizar a concorrência ou simplesmente se adaptar às condições ambientais. Assim, o conhecimento sobre a biologia reprodutiva dos lagartos torna-se relevante, pois constitui um fator crucial para a compreensão do processo evolutivo, juntamente com as adaptações da espécie em resposta às pressões ambientais. Nesse contexto, ao considerar o bioma Mata Atlântica, caracterizado como uma floresta estacional semidecidual, e o bioma Caatinga, com clima semiárido, é importante investigar a biologia reprodutiva dos lagartos nessas regiões, compreendendo a influência dos fatores climáticos na regulação de células reprodutivas, comparando o ciclo reprodutivo da espécie Tropidurus semitaeniatus. Desta forma, o presente projeto tem como objetivo caracterizar e comparar histologicamente e morfometricamente as gônadas, fígados e corpos gordurosos da espécie Tropidurus semitaeniatus coletados em ambientes de Caatinga e Mata Atlântica, verificando os efeitos dos fatores ambientais em seu processo reprodutivo. A coleta foi realizada na Reserva Ecológica Olho d'Água das Onças, em Picuí-PB, ambiente de Caatinga, e na Estação Ecológica do Tapacurá, em São Lourenço da Mata-PE, na Mata Atlântica. Foram realizadas expedições mensais durante 4 dias corridos ao longo de um ano, com três saídas diárias. Foram coletados no máximo 8 animais em cada área, sendo eles eutanasiados com lidocaína a 5%, medidos com paquímetro digital, pesados, identificados e fixados em formaldeído a 10%. Em relação aos índices hepatossomático (HPS), gonadossomático (IGS) e lipossomático (LPS) foram coletados o peso e medidas das gônadas, fígados e corpos gordurosos. Após a fixação, o material foi desidratado em série seletiva crescente de álcool, diafanizado, incluído em parafina, seccionado a 5,0 μm e corado com Hematoxilina e Eosina. Para o cálculo da densidade de volume (Vv) das espermátidas e espermatozoides foi utilizado a fórmula de Mandarim-de-Lacerda (1991) e Weibel (1979). Para quantificar a densidade de perfis, foram contados campos em uma Área Teste (AT) de 0,044 mm² para cada animal. O resultado final (mm²) foi obtido utilizando-se a média de cada perfil, aplicando a fórmula: QA = Ʃperfis/ AT. A quantificação dos tipos de ovócitos foi realizada através do método de densidade populacional em uma Área Teste de 88 mm². Os valores das células da linhagem reprodutiva foram analisados ao longo dos meses pelo teste de Kruskal-Wallis e, quando necessário, complementados pelo Teste de Dunn. Para o dimorfismo foi aferido medidas gerais do animais e submetidas ao teste estatístico de Análises de componentes principais (PCA). Os resultados obtidos para o fator de condição (k1) e os índices de crescimento corporal em relação às variáveis ambientais foram submetidos ao teste de demonstração de Spearman e a uma regressão linear múltipla. A correlação de k1 com os índices foi realizado por meio do teste de coeficiente de correlação de Spearman. A dependência entre a densidade das células e a ocorrência foram verificadas por meio de um teste de ANOVA - two-way. Os dados pluviométricos foram obtidos do banco de dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climatológicos e por meio de um termohigrômetro. Foi constatado dimorfismo sexual para a espécie nas duas áreas, com os machos apresentando medidas de variáveis morfométricas superiores às fêmeas. O fator de condição corporal e os índices IGS, HPS e LPS variaram ao longo dos meses de coleta em ambas as áreas. Contudo, apenas o HPS das fêmeas da Caatinga e o LPS e IGS de machos e fêmeas da Mata Atlântica foram significativos. Na análise da correlação entre o fator de condição e os índices avaliados, apenas o IGS e o HPS de machos e fêmeas da Mata Atlântica, assim como o HPS de machos e fêmeas da Caatinga, obteve significância estatística. Por outro lado, a interferência da Caatinga pluviosidade e temperatura no desenvolvimento de k1 e nossos índices não foram estatisticamente significativos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - GERALDO JORGE BARBOSA DE MOURA
Externo à Instituição - WASHINGTON LUIZ DA SILVA VIEIRA - UFPB
Externo à Instituição - DANIEL OLIVEIRA MESQUITA - UFPB
Notícia cadastrada em: 13/09/2024 11:25
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