Utilização de nanoemulsão de óleo de milho enriquecida com CBD e THC no tratamento da doença de Parkinson induzida em ratos wistar
neurogeneração; fitocanabinoides; dopamina; rotenona
A doença de Parkinson (DP) acomete 1% da população mundial, é um distúrbio neurodegenerativo que compromete o funcionamento dos neurônios dopaminérgicos da substância nigra. Acredita-se que a patogênese da DP envolva diversas anormalidades críticas, cada uma das quais pode ser resultado de fatores genéticos ou ambientais, caracterizando-se pela formação de agregados anormais de proteínas com disfunção mitocondrial e aumento do estresse oxidativo. O canabidiol (CBD) e o Δ-9-tetrahidrocanabinol (Δ-9-THC) são canabinoides lipofílicos, que apresentam efeitos farmacológicos no sistema nervoso central, que podem trazer benefícios aos indivíduos com a DP uma vez que não há um tratamento que impacte a evolução da doença. Sendo ainda possível a utilização dos derivados da cannabis sp. em preparações que elevam a eficácia das substâncias, oferecendo maior biodisponibilidade e agindo rapidamente no contexto terapêutico, como é o caso das nanoemulsões. Desse modo, esse estudo objetivou revisar sistematicamente a utilização de modelos pré-clínicos da DP em animais tratados com cannabis sp., assim como analisar o efeito nanoemulsão de óleo de milho enriquecida com CBD e THC no tratamento da doença de Parkinson induzida em ratos wistar. De acordo com a literatura consultada, os modelos experimentais da DP foram desenvolvidos em camundongos, ratos e saguis com com uso de 6-hidroxidopamina (6-OHDA), 1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropiridina (MPTP), Haloperidol, Levodopa (L-DOPA) + Benserazida, Lipopolissacarídeo (LPS), L-nitro-N-arginina (L-NOARG), WIN55,212-2, Rotenona e Reserpina. Os tratamentos mais utilizados foram CBD, Δ-9-THC e Delta-9-tetrahidrocanabivarina (Δ-9 THCV), representando melhora da atividade locomotora e do movimento involuntário e redução da catalepsia. A inflamação, a ativação microglial/astrócitos e o estresse oxidativo foram
reduzidos após o tratamento com fitocanabinoides, o mesmo foi observado nos resultados dos testes de alodinia e hiperalgesia. Para o experimento, ratos wistar foram induzidos a DP com rotenona (2,5mg/kg/sc), uma vez ao dia por 21 dias. E posteriormente tratados com nanoemulsão de óleo de milho enriquecida com CBD:THC (0,5%, 1% e 2%), sendo administrado 1ml, duas vezes ao dia por 60 dias. Durante o tratamento os animais foram avaliados nos testes de campo aberto e barra. Após eutanásia, foram colhidos os tecidos para testes bioquímicos, histopatológicos e morfométricos. Superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT), glutationa (GST) foram determinados no soro. O encéfalo foi processado e corado em HE e mensurados os neurônios vivos e mortos do mesencéfalo e hipocampo. Todos os grupos tratados com CBD:THC apresentaram redução da atividade antioxidante não enzimática e reestabelecimento no percentual de neurônios vivos no hipocampo. No entanto o tratamento com a associação de CBD:THC 0,5% e 1% causou aumento apenas da atividade de GST enquanto o grupo tratado com CBD:THC 2% mostrou um aumento na resposta antioxidante enzimática de SOD, CAT e GST.