AUTOECOLOGIA DO LAGARTO AMEAÇADO DE EXTINÇÃO GLAUCOMASTIX ABAETENSIS
(SQUAMATA, TEIIDAE) EM FORMAÇÕES DE RESTINGAS DO LITORAL NORTE DA BAHIA,
BRASIL
Dieta; Ecologia parasitária; Reprodução; Teiidae.
Os estudos de autoecologia são de fundamental importância para compreensão da história natural e ecologia
das espécies. Além disso, contribuem para estratégias de manejo e conservação das espécies, principalmente
das ameaçadas como no caso do Glaucomastix abaetensis, espécie ameaçada de extinção em âmbito global,
nacional e estadual. O presente trabalho teve como objetivo analisar aspectos autoecológicos de G.
abaetensis, abordando novas perspectivas e fornecendo dados inéditos acerca da ecológia trófica, parasitária e
biologia reprodutiva, em duas populações no litoral norte da Bahia, Brasil. No total foram analisados 166
indivíduos, sendo 85 machos e 81 fêmeas. Os dados de ecologia trófica permitem classificar G. abaetensis
como generalista, com preferência por presas grandes, com similaridade na composição da dieta de machos e
fêmeas e nas populações ao longo do ano, indicando um conservadorismo de nicho trófico. Os cíclos de
reservas energéticas, bem como modificação de células reprodutivas ao longo do ano, indicam que essa
espécie apresenta um padrão reprodutivo contínuo cíclico com picos de atividade reprodutiva no período seco
para ambos os sexos, sem influência da temperatura e pluviosidade. As análises de ecologia parasitária
revelaram baixa diversidade de endoparasitos, com parâmetros de parasitismo similar entre machos e fêmeas,
nas localidades e diferentes condições climáticas, sem interferência na condição corpórea dos indivíduos
assim como na reprodução.