Determinação das Vias de Morte Celular Tumoral do Composto Mesoiônico 5-(4-clorofenil)-3-metil-4-fenil-1,3-tiazólio-2-tiolato (MI-2) na Linhagem Celular Tumoral de Leucemia Promielocítica Aguda (HL-60)
Mesoiônico; Antitumoral; Leucemia; Morte celular; Mecanismo de Ação.
O câncer é uma doença cosmopolita marcada pela desregulação do ciclo celular, que propicia a proliferação de células alteradas e desenvolvimento de metástases. De acordo com a OMS, está entre as principais causas de mortes no mundo, sendo uma questão de saúde pública. Dessa forma, a busca por novas possibilidades terapêuticas eficazes e menos tóxicas aos pacientes tem ganhado espaço nas pesquisas científicas. Os mesoiônicos são compostos químicos heterocíclicos com anéis de 5 átomos e grande variedade estrutural. São essencialmente sintéticos mas apresentam anéis de ocorrência natural como o tiazol e apresentam ampla gama de atividades biológicas relatadas no meio científico e que têm sido largamente testados quanto ao seu potencial antitumoral em diversas linhagens cancerígenas. Com base nos resultados associados aos mesoiônicos descritos na literatura, neste trabalho o derivado 5-(4-clorofenil)-3-metil-4-fenil-1,3-tiazólio-2-tiolato (MI-2) foi estudado para a linhagem de Leucemia Promielocítica Aguda (HL-60) quanto ao seu potencial antitumoral e as principais vias de mecanismo de ação em 72h. Foram realizados testes de viabilidade celular através do MTT, análise morfológica com coloração HE, análise de fragmentação de DNA através do teste do DNA ladder, citotoxicidade em células mononucleadas (PBMC) pelo teste de MTT, teste de apoptose/ necrose por Anexina V e ensaio do potencial de membrana pela rodamina 123. Os resultados obtidos indicaram que o MI-2 apresentou citotoxicidade após exposição de 72h ao fármaco na linhagem de HL-60, com potencial de inibição de crescimento acima de 70% no teste de dose única (25μg/mL) e dose abaixo de 4μg/mL para o cálculo da concentração inibitória média (IC50), baixa toxicidade em linfócitos de ratos. Além disso, foram realizados testes indicativos de indução de via de morte celular como análise morfológica e fragmentação do DNA, que sugerem que o derivado mesoiônico é capaz de induzir morte por via apoptótica e autofágica. O ensaio de despolarização mitocondrial demonstrou, até o momento, que houve despolarização da membrana de modo dose-dependente, especialmente na concentração de 12μg/ml. Estes resultados indicam que o composto MI-2 apresenta atividade antitumoral em células HL-60, contudo, mais testes de aprofundamento das vias de mecanismo de ação estão sendo realizados para confirmar o potencial anticancerígeno do derivado mesoiônico MI-2.