ATUAÇÃO DA MELATONINA SOBRE O FÍGADO E RINS EM RATOS HIPERLIPIDÊMICOS INDUZIDOS PELO TYLOXAPOL
melatonina, citocinas, hiperlipidemia, bioquímica, fígado, rim, ratos.
Hiperlipidemia se caracteriza pelas concentrações anormais de lipoproteínas no plasma, tendo como principais causa o consumo de dietas ricas em gorduras e o sedentarismo. A elevação plasmática de lipoproteínas aumenta o risco de desenvolvimento de doença cardiovascular, que pode levar a morte ou incapacidade física, tornando-se assim um problema de saúde pública. A peroxidação de lipídios leva a formação de espécies reativas de oxigênio, que quando em excesso podem levar a ativação de genes para produção de mediadores inflamatórios, tais como TNF-α e interleucinas, que pode gerar uma desregulação na homeostase celular, em especial em órgãos de alto teor metabólico como fígado e rins. A melatonina também apresenta um papel protetor contra o estresse oxidativo, sendo um potente captador de radicais livres, protegendo deste modo células e tecidos de danos. Desta forma, a presente pesquisa teve como objetivo avaliar os efeitos da melatonina sobre o fígado e os rins de ratos hiperlipidêmicos, induzidos pelo tyloxapol. Utilizou-se 15 animais em 3 grupos: Controle; Tyloxapol; Tyloxapol+Melatonina. A hiperlipidemia foi induzida através da aplicação tyloxapol (Sigma Aldrich), durante quinze dias alternados, por via intraperitoneal, na dose de 400mg/Kg de peso corporal. Já a melatonina foi administrada simultaneamente ao tyloxapol em injeções diárias, por 15 dias, via intraperitoneal na dosagem de 20 mg/Kg. O tratamento com melatonina demonstrou ter um efeito atenuador sobre os parâmetros bioquímicos de animais hiperlipidêmicos, reduzindo em média 80% os níveis de triglicerídeos e VLDL quando em relação ao grupo tyloxapol, após 15 dias de tratamento, apresentando também efeito protetivo no parênquima hepático que se mostrou sem alterações. Além disso, a administração de melatonina reduziu a expressão de citocinas pró-inflamatórias e aumentou a expressão das anti-inflamatórias. Nos rins a melatonina também apresentou efeitos protetivos, promovendo uma normalização dos biomarcadores da função renal e do parênquima renal, que não apresentou anormalidades. Nos rins também foi observado que a melatonina reduziu a expressão de citocinas pró-inflamatórias e aumentou a expressão das anti-inflamatórias. Portanto, é possível afirmar que este hormônio apresenta efeitos protetivos sobre o fígado e rins durante a hiperlipidemia.