Fontes alimentares de triatomíneos vetores da Doença de Chagas e caracterização molecular de Trypanosoma cruzi em uma área endêmica no semiárido brasileiro
ecologia trófica; Unidades discretas de tipagem; DTU; Petrolina; Saúde Única.
No mundo, existem cerca de 6 a 8 milhões de infectados pelo protozoário Trypanosoma cruzi, agente etiológico da Doença de Chagas. No Brasil, morreram aproximadamente 4 mil pessoas/ano na última década. O parasito se destaca por sua diversidade biológica e genética, estando classificado em unidades discretas de tipagem (DTUs, do inglês “discrete typing units”), nomeadas de TcI a TcVI, além da Tcbat. A transmissão de T. cruzi é realizada por triatomíneos, insetos hematófagos que apresentam uma ampla variedade de fontes alimentares, com destaque para mamíferos de diversas ordens. O presente trabalho teve como objetivo conhecer os hospedeiros que atuam como fontes alimentares de triatomíneos e identificar as DTUs do protozoário nos insetos capturados em Petrolina, município prioritário para o controle da Doença de Chagas em Pernambuco. Foram capturados 82 triatomíneos, no peridomicílio (60) e no intradomicílio (22), os quais foram identificados como Triatoma brasiliensis (72) e T. pseudomaculata (10). Entre os triatomíneos capturados, 12 estavam positivos para a infecção por T. cruzi. Atualmente, as amostras dos triatomíneos e de T. cruzi estão sendo processadas para a identificação das fontes alimentares e das DTUs do protozoários. Os resultados obtidos contribuirão com medidas adicionais para o Programa Estadual de Vigilância e Controle da Doença de Chagas em Pernambuco, com ênfase na vigilância e controle de reservatórios, no contexto da Saúde Única.