Banca de DEFESA: ALEX ALVES DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALEX ALVES DE OLIVEIRA
DATA : 28/08/2024
HORA: 09:00
LOCAL: On-line (https://meet.google.com/fpa-vicc-xws)
TÍTULO:

PERFORMANCES SOBRE COCOCI - CE


PALAVRAS-CHAVES:

Cococi, História Cultural, Sensibilidades, Temporalidade, Memória, Performance


PÁGINAS: 213
RESUMO:

A pesquisa de doutoramento alude sobre a experiência de um lugar, localizado nos Inhamuns, região do sertão cearense, que no passado significou símbolo de poder e da ocupação, atrelada à atividade pecuária, a partir do núcleo familiar dos Feitosa, que se arvoram no papel de colonizadores do sertão dos Inhamuns e fundadores da cidade de Cococi, que é objeto deste trabalho. Nas movimentações do tempo, Cococi, de fazenda criadora de gado deu origem à Vila, século 18, e mais adiante foi elevada à cidade especificamente na década de 50 do século 20. Como urbe existiu por pouco tempo, sendo oficialmente extinta no início da década de 1970. Perante as circunstâncias, observa-se que foram estabelecidas diversas performances no/sobre o lugar, de modo que Cococi ficou conhecida por “cidade fantasma”, composta pelas habitações deterioradas, além das narrativas que a identificam com espaço mítico originário dos Feitosa até os dias atuais. As performances sobre Cococi são atualizadas frequentemente, através de um conjunto de práticas que envolvem, por exemplo, a realização da festa de N. Sra. da Conceição, catalisadora de frequentadores, entre antigos moradores e descendentes, assim como peregrinos religiosos e visitantes. Neste momento acontecem solenidades religiosas e eventos sociais como visitações à igreja da padroeira e ao cemitério (equipamentos preservados) e às ruínas. Apesar do lugar físico se configurar como algo interessante, as referências vão além, pois percebe-se que outras práticas alusivas a Cococi se manifestam, por exemplo, a partir da produção escrita e artística, dos conteúdos digitais e das interações nas redes sociais. Estas sinalizam no tempo presente que Cococi está em evidência em outras dimensionalidades, orquestradas e legitimadas por aqueles que externam seus vínculos de pertença e de família e nos usos do passado do lugar. Portanto, observa-se que a referida experiência é composta por uma rede de significados, sentidos, simbologias e práticas (performances), conferindo um interessante conjunto de elementos à reflexão de um lugar que apesar de abandonado continua ser praticado e ressignificado, envolto por questões sensíveis entre traços afetivos e de pertença, ao passo que ancora memórias. Tais observações puderam ser captadas à medida que nosso trabalho de campo foi ganhando corpo. E perante a complexidade irradiada da própria experiência de Cococi, coube-nos pensar numa lógica teórico-metodológica, pela guisa da história cultural, a destacar o subcampo das sensibilidades, que proveu a construção de uma reflexão que valorizou as ligações entre a história e antropologia, lançando-nos de procedimentos de averiguação de materiais escritos, museais audiovisuais/ midiáticos e as próprias ruínas do lugar. Sendo estes, vestígios, fragmentos, sinais, rituais e comportamentos sociais que imprimem leituras e atos de performatividade sobre a caleidoscópica Cococi.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.927.223-** - EMANUELA SOUSA RIBEIRO - UFPE
Interno - ***.516.214-** - BRUNO MELO DE ARAUJO - UFPE
Interna - MARIANA ZERBONE ALVES DE ALBUQUERQUE
Externa à Instituição - CÍCERO JOAQUIM DOS SANTOS
Externo à Instituição - HUGO MENEZES NETO - UFPE
Notícia cadastrada em: 01/08/2024 09:03
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