Banca de DEFESA: THIAGO HENRIQUE CAVALCANTI DE MENDONÇA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : THIAGO HENRIQUE CAVALCANTI DE MENDONÇA
DATA : 16/02/2023
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório da Fitossanidade - Otávio Gomes
TÍTULO:

Alerta e fuga: Efeito do inseticida imidacloprido na comunicação de alarme e comportamento de Nasutitermes corniger (Motschulsky 1855) (Termitidae: Nasutitermitinae)


PALAVRAS-CHAVES:

ecologia comportamental, comunicação, vibração, imidacloprido


PÁGINAS: 67
RESUMO:

Os cupins (Blattodea: Isoptera) possuem uma gama de estratégias defensivas a fim de manter a proteção da colônia contra perigos iminentes. A sofisticada comunicação de alarme presente nesse grupo garante que os membros da colônia evitem contanto com predadores, competidores e até mesmo patógenos. Por outro lado, o efeito de substâncias tóxicas, como por exemplo os inseticidas, na comunicação de alarme e no comportamento ainda não foi elucidado. Aqui, analisamos os efeitos do inseticida imidacloprido na comunicação de alarme e no comportamento de Nasutitermes corniger (Termitidae: Nasutitermitinae). Para isso, testamos as seguintes hipóteses: (i) o inseticida desencadeia comportamento de alerta em cupins, por meio de aumento do número de vibrações; (ii) esse comportamento de alerta é dose-dependente do inseticida e (iii) o comportamento de alerta desencadeia um comportamento de fuga de grupos de cupins não-expostos ao inseticida. Bioensaios manipulativos de alarme e comportamento foram realizados em laboratório a fim de testar as hipóteses acima. De um modo geral, nossos resultados demonstraram que, de fato, grupos de N. corniger expostos ao inseticida imidacloprido aumentam o número de vibrações, desencadeando um comportamento de alerta. No entanto, existe uma diminuição da atividade de caminhada nos grupos expostos ao inseticida. A resposta de alerta, via vibração, nos grupos expostos ao inseticida é dose-dependente. Além disso, grupos expostos ao inseticida são capazes de transmitir a presença de inseticida via vibração para grupos não expostos, desencadeando um comportamento de fuga. Nossos resultados demonstram a existência de um ‘comportamento de alerta ao inseticida’ em N. corniger e parece ser um mecanismo de comunicação previamente não reconhecido em cupins que permite reduzir os riscos de intoxicação na colônia.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - PAULO FELLIPE CRISTALDO
Interno - JOSE DIJAIR ANTONINO DE SOUZA JUNIOR
Externa à Instituição - LUCIANA IANNUZZI - UFPE
Notícia cadastrada em: 01/02/2023 20:48
SIGAA | Secretaria de Tecnologias Digitais (STD) - https://servicosdigitais.ufrpe.br/help | Copyright © 2006-2026 - UFRN - producao-jboss07.producao-jboss07