Banca de DEFESA: DEIVIDY VICENTE DO NASCIMENTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DEIVIDY VICENTE DO NASCIMENTO
DATA : 18/02/2022
HORA: 14:00
LOCAL: Programa de Pós-Graduação em Entomologia - UFRPE
TÍTULO:

RESISTÊNCIA À LAMBDA-CIALOTRINA EM Eriopis connexa (GERMAR) (COLEOPTERA: COCCINELLIDAE) APÓS LIBERAÇÃO, HETEROSE E RE-SELEÇÃO


PALAVRAS-CHAVES:

Resistência a inseticidas, tabela de vida, estabilidade da resistência, piretroides, liberação de inimigo natural


PÁGINAS: 73
RESUMO:

A joaninha predadora, Eriopis connexa (Germar), é encontrada em diversos agroecossistemas associada a infestação de pulgões. Constantes exposições às aplicações de piretroides direcionadas para o controle de pragas desfolhadoras, têm resultado na seleção de E. connexa para resistência (R). A resistência confere às joaninhas a capacidade de sobreviverem eventuais aplicações de piretroides e, consequentemente, atuarem sobre as populações de pulgões, evitando os seus recorrentes surtos após as aplicações de piretroides. Após a liberação de E. connexa R, a estabilidade do fenótipo R estará sujeita a fatores, como: a presença da pressão de seleção (i), frequência de acasalamento com fenótipo suscetível (S) (ii), e o impacto de menor desempenho reprodutivo devido ao custo da resistência (iii). Uma série de experimentos foram conduzidos incluindo livre acasalamento entre adultos de ambos os fenótipos R e S, seguido por submissão ou não a pressão de seleção, re-seleção e determinação do nível de resistência. Adicionalmente, estudos de biologia foram realizados nas gerações F1 e F5 para medir o desempenho da descendência do cruzamento R×S. Os resultados de livre acasalamento entre os fenótipos R×S, sem pressão de seleção, mostram que a proporção de fenótipos R é reduzida significativamente ao longo das gerações, mas ainda estava presente na população após quatro gerações. Por outro lado, quando submetidas a pressão de seleção, com a aplicação da dosagem recomendada do inseticida, a proporção de indivíduos sobreviventes na população foi igual ou superior ao esperado (50%). Indivíduos de primeira geração do cruzamento R×S apresentaram significativo ganho no desempenho em fecundidade e sobrevivência; porém, o ganho na fecundidade não foi mantido após a re-seleção. A população R apresenta menor longevidade que as populações S e do cruzamento R×S, mas com produção de ovos consistente na fase inicial de vida, favorecendo o seu desempenho por completar gerações em menor tempo. Os resultados sugerem que a manutenção da resistência em E. connexa, após a liberação, dependerá da pressão de seleção, e na sua ausência a proporção de fenótipos R reduz significativamente, mas não é totalmente perdido na população. Assim, fenótipos R podem se manter na população, mesmo sem pressão de seleção e serem re-selecionados, o que explica parcialmente a comum ocorrência de E. connexa resistente à lambda-cialotrina, em agroecossistemas com utilização de piretroides.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3086812 - JOSE DIJAIR ANTONINO DE SOUZA JUNIOR
Interno - 1225573 - JORGE BRAZ TORRES
Externo à Instituição - JEFFERSON ELIAS DA SILVA
Notícia cadastrada em: 03/02/2022 12:16
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