Banca de DEFESA: MARIA VITORIA GUERRA DE LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA VITORIA GUERRA DE LIMA
DATA : 25/02/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Auditório PRPG
TÍTULO:

INTERAÇÃO DA TESOURINHA Euborellia annulipes (LUCAS) (DERMAPTERA: ANISOLABIDIDAE) COM INSETICIDAS VIA TRATAMENTO DE SEMENTES E HERBICIDAS APLICADOS SOBRE O SOLO


PALAVRAS-CHAVES:

Tratamento de sementes, herbicidas, predadores edáficos, seletividade de agrotóxicos.


PÁGINAS: 56
RESUMO:

Insetos predadores edáficos, como a tesourinha Euborellia annulipes (Lucas) (Dermaptera: Anisolabididae), podem oferecer controle biológico de pragas, embora frequentemente despercebidos devido ao hábito críptico de viver no solo e escondidos em partes das plantas. O tratamento de sementes (TS) com inseticidas, bem como a aplicação de herbicidas, pode afetar a sobrevivência desses predadores no solo. Neste estudo, avaliou-se a sobrevivência de E. annulipes em duas condições: confinamento em microcosmos contendo plantas oriundas de TS ou com aplicação de herbicidas, e exposição direta a sementes tratadas em placas de Petri, avaliando também interação TS e tesourinha na mortalidade de lagartas de Spodoptera frugiperda (J.E. Smith) (Lepidoptera: Noctuidae). Inicialmente, foram utilizadas TS de milho, soja e algodão com diferentes inseticidas, além de herbicidas aplicados em pré- e pós-emergência. Em microcosmo, a sobrevivência da tesourinha variou de 85 a 100% após oito dias de confinamento com TS, com diferença significativa apenas para TS com deltametrina. Além disso, alta sobrevivência e sem diferença significativa foram observadas para os herbicidas avaliados. Em contraste, a exposição direta às sementes tratadas reduziu significativamente a sobrevivência, especialmente para tratamentos com neonicotinoides e fipronil. Os resultados indicam seletividade ecológica com TS apresentando menor impacto sobre E. annulipes em microcosmo simulando condições de campo. Quanto aos bioensaios com TS, mortalidade e predação de S. frugiperda, empregando milho TS, os TS deltametrina e clotianidina promovem mortalidade de lagartas neonata acima de 98%, enquanto ciantraniliprole e clorantraniliprole ocasionam mortalidade variando de 36 a 52%, em plantas de milho TS 10, 20 e 30 dias após o plantio. Contudo, a adição de E. annulipes aumentou a mortalidade de lagartas para 93 a 98%. Os resultados indicam que o TS pode contribuir para o controle biológico conservativo, que o TS dependendo do inseticida, contribui parcialmente para o controle de S. frugiperda e que o predador pode contribuir adicionando mortalidade à praga em plantas de milho TS.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - JORGE BRAZ TORRES
Externo à Instituição - JÉSSICA KARINA DA SILVA PACHÚ
Externo à Instituição - ROGÉRIO LIRA
Notícia cadastrada em: 09/02/2026 18:24
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