DO CONFORTO AO ESTRESSE: COMO VARIAÇÕES TÉRMICAS AFETAM A SOBREVIVÊNCIA DO PARASITOIDE Tetrastichus howardi (OLLIFF) (HYMENOPTERA: EULOPHIDAE)
Condicionamento pré-imaginal, Diatraea, broca-da-cana, controle biológico aumentativo, manejo integrado de pragas.
A cana-de-açúcar é uma das principais culturas agrícolas do Brasil, especialmente na região Nordeste, apresentando elevada importância socioeconômica. Um dos principais gargalos da produção são as perdas ocasionadas pelo complexo de brocas-do-colmo, com destaque para Diatraea impersonatella (Walker) e Diatraea saccharalis (Fabricius) (Lepidoptera: Crambidae), responsáveis por reduzir o rendimento agroindustrial e favorecer a incidência de fitopatógenos. Devido ao hábito críptico dessas pragas, o controle biológico é o principal método de manejo, destacando-se a utilização dos parasitoides de ovos e de larvas. Nesse contexto, o parasitoide de pupas Tetrastichus howardi (Olliff) (Hymenoptera: Eulophidae) apresenta-se como um controle complementar promissora, atuando na fase de pupa. Este estudo abordou o efeito do principal fator abiótico, a temperatura, sobre o desempenho biológico de T. howardi. A partir da expectativa de aumento frequente do estresse térmico, investigou-se o potencial deste estresse como estratégia de pré-condicionamento fisiológico do parasitoide. O estudo testou a aplicação de estresses térmicos controlados em duas fases de desenvolvimento de T. howardi, visando o aumento da sobrevivência sem que haja prejuízo ao parasitismo, em condições de semi-campo. Os resultados evidenciaram que o estresse térmico controlado pode atuar como estratégia de pré-condicionamento fisiológico em T. howardi, favorecendo a sobrevivência e mantendo a eficiência do parasitismo em condições, desde que respeitados os limites térmicos críticos e o estágio ontogenético do parasitoide.