Banca de QUALIFICAÇÃO: THIAGO HENRIQUE CAVALCANTI DE MENDONÇA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : THIAGO HENRIQUE CAVALCANTI DE MENDONÇA
DATA : 23/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório PRPG
TÍTULO:

Silêncio tóxico: a exposição prévia ao imidacloprido reduz a sinalização de alarme em uma espécie de cupim nasuto


PALAVRAS-CHAVES:

comunicação de alerta, comportamento, neonicotinoide, vibração


PÁGINAS: 33
RESUMO:

Os cupins são insetos eusociais que utilizam sistemas complexos de comunicação para manter a coesão social e coordenar respostas coletivas. Entre esses sistemas, a sinalização vibratória desempenha um papel fundamental na comunicação de alarme e na defesa coletiva. A exposição a compostos neurotóxicos, como o imidacloprido, pode comprometer esses processos. Neste estudo, investigamos o efeito da exposição prévia ao imidacloprido sobre o comportamento de alarme de Nasutitermes corniger (Termitidae: Nasutitermitinae) em três níveis de organização: individual, de grupo e de colônia. Nossa hipótese foi de que cupins previamente expostos a uma dose subletal de imidacloprido apresentam uma redução dependente do tempo na sinalização de alarme. Para isso, foram conduzidos bioensaios comportamentais manipulativos, e a atividade vibratória foi registrada em diferentes intervalos de tempo utilizando uma câmera digital posterior para análise de vídeo. No nível individual, cupins previamente expostos exibiram um aumento inicial na atividade vibratória duas horas após a exposição, seguido por um declínio acentuado após 48 horas. No nível de grupo, grupos previamente expostos inicialmente desencadearam respostas de alarme mais intensas em indivíduos ingênuos, porém essa resposta enfraqueceu progressivamente ao longo dos dias subsequentes. No nível de colônia, a atividade vibratória diminuiu acentuadamente após a exposição e permaneceu suprimida por até 192 horas (oito dias). Em conjunto, esses resultados demonstram que a exposição prévia ao imidacloprido compromete a comunicação de alarme em diferentes escalas sociais de maneira dependente do tempo. A redução observada na sinalização de alerta provavelmente reflete um trade-off, no qual os cupins equilibram os custos energéticos e sociais da comunicação de alarme em relação ao risco percebido. Nossos resultados destacam os efeitos subletais do imidacloprido sobre a comunicação e a coordenação social dos cupins.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - PAULO FELLIPE CRISTALDO
Externo à Instituição - SIMÃO DIAS DE VASCONCELOS FILHO - UFPE
Externo à Instituição - JOSÉ WAGNER DA SILVA MELO - UFPE
Notícia cadastrada em: 28/01/2026 14:50
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