Banca de DEFESA: LAYSA DIAS FERREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LAYSA DIAS FERREIRA
DATA : 31/10/2025
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Química
TÍTULO:

INFLUÊNCIA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Melaleuca leucadendra (L.) L. E SEU CONSTITUINTE MAJORITÁRIO NA CAPACIDADE PREDATÓRIA E REPRODUTIVA DE Neoseiulus idaeus DENMARK & MUMA (ACARI: PHYTOSEIIDAE)


PALAVRAS-CHAVES:

T. urticae, inimigos naturais, efeitos subletais, produtos naturais


PÁGINAS: 56
RESUMO:

A comercialização de inimigos naturais é uma importante ferramenta utilizada no controle biológico de pragas. Espécies de ácaros predadores são registradas junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e comercializadas para o manejo do ácaro-praga Tetranychus urticae. Um predador comercial especialista em predar ácaros da família Tetranychidae é Neoseiulus idaeus, que tem alta distribuição em ambientes áridos. Quanto ao controle químico, o uso de produtos seletivos de origem botânica como óleos essenciais e compostos isolados de plantas é considerado uma alternativa para o manejo de T. urticae. Assim, esse estudo objetivou avaliar a possível seletividade do OE extraído das folhas de Melaleuca leucadendra e seu constituinte majoritário sobre N. idaeus. Para isso, foram realizados bioensaios para avaliar a mortalidade de N. idaeus quando submetido a uma concentração indicada para campo (CL80) do OE e seu principal composto, estimada para o controle de T. urticae. Também foram avaliados efeitos sobre parâmetros como resposta funcional e fertilidade da F1 da espécie predadora quando exposta a concentrações subletais (CL30) do óleo e composto supracitados, além do controle positivo Azamax®. Através da análise e identificação química do OE de M. leucadendra, observou-se como componente majoritário o sesquiterpeno (E)-Nerolidol, correspondendo a 95,48%. Os testes de contato residual de M. leucadendra e (E)-Nerolidol sobre T. urticae apresentaram concentrações letais médias (CL50) de 6,28µl/mL e 6,91µl/mL, respectivamente, não havendo diferença estatística. Já o Azamax® apresentou CL50 de 2,49µl/mL, sendo mais tóxico em T. urticae que o OE e composto. Já nos testes de toxicidade em N. idaeus com CL80, observou-se que, enquanto o OE e Azamax® apresentaram percentuais de mortalidade considerados não-tóxico, o composto isolado foi levemente tóxico ao ácaro-predador. Os experimentos de resposta funcional indicaram que o OE e composto não comprometeram a capacidade predatória de N. idaeus, promovendo uma resposta funcional do tipo II, igualmente ao resultado do controle, havendo apenas um aumento no tempo de manipulação da presa. Já o Azamax® foi capaz de alterar o tipo de resposta funcional do ácaro-predador para tipo I. Com relação ao experimento de fertilidade de F1, o OE e composto causaram a redução da oviposição de N. idaeus da F0, já na F1 o composto e o Azamax é que causaram essa diminuição. Portanto, os resultados obtidos através deste estudo têm o potencial de contribuir com o manejo sustentável do ácaro-rajado, oferecendo subsídio para programas de manejo integrado de pragas (MIP).


MEMBROS DA BANCA:
Interno - CLAUDIO AUGUSTO GOMES DA CAMARA
Externa à Instituição - CAROLINA ALVES DE ARAUJO - UFRPE
Externa à Instituição - GIRLEIDE VIEIRA DE FRANÇA BELTRÃO
Notícia cadastrada em: 25/10/2025 07:45
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