Banca de DEFESA: FELIPE MARINHO COUTINHO DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FELIPE MARINHO COUTINHO DE SOUZA
DATA : 17/02/2023
HORA: 09:00
LOCAL: Recife
TÍTULO:

IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA EXPRESSÃO DE GENES RECONHECEDORES DE PADRÕES MOLECULARES E β-1,3 ENDOGLUCANASES (FAMÍLIA GH16) EM Diatraea saccharalis (LEP.: CRAMBIDAE) DURANTE INFECÇÃO POR ENTOMOPATÓGENOS


PALAVRAS-CHAVES:

Sistema imune, domínio GH16, expressão gênica, Metarhizium anisopliae, Bacillus thuringiensis.


PÁGINAS: 65
RESUMO:

O sistema de defesa dos insetos é constituído de barreiras estruturais passivas, como a cutícula, e respostas ativas, como a resposta celular e humoral. Estas respostas são controladas por vias de sinalização que são ativadas para induzirem a expressão de genes responsáveis por controlar vários mecanismos de defesa, dos quais um dos principais é a via Toll, que é evolutivamente conservada. Em larvas e adultos, esta via é ativada pelo reconhecimento de padrões moleculares associados a patógenos (PAMPs) que no caso de fungos são as β-1,3 glicanas, e de bactérias são os peptidoglicanos, reconhecidas a partir das GNBPs ou βGRPs. Estas proteínas são caracterizadas por possuírem um domínio N-terminal de ligação a carboidrato denominado CBM e um domínio GH16 de β-1,3 glucanase não funcional, que irão sinalizar a presença do patógeno e tentar combatê-lo. Além disso, muitos insetos possuem β-1,3 glucanases funcionais onde a proteína possui apenas o domínio GH16.  Ao contrário de Drosophila, onde GNBP1 reconhece peptidoglicanos (PGs) de bactérias gram-positivas e GNBP3 reconhece β-1,3 glicanas de fungos, em Lepidoptera todos os ortólogos de GNBPs (as βGRPs) podem reconhecer bactérias gram-positivas e negativas e fungos. No entanto, a maioria dos estudos realizados nesta área utilizou microrganismos não patogênicos a insetos ou oportunistas. Portanto, existe a necessidade de estudos sobre como essas vias do sistema imunológico se comportam durante a infecção por entomopatógenos, particularmente nos estágios iniciais da infecção. Neste estudo, analisamos os genes que possuem o domínio GH16 (βGRPs e β-1,3 glucanases) utilizando a broca da cana-de-açúcar Diatraea saccharalis como modelo de estudo. Assim, a expressão dos genes identificados foi avaliada em lagartas de 3º instar desafiadas com doses subletais dos patógenos Metarhizium anisopliae e Bacillus thuringiensis. Adicionalmente, a expressão de um gene de β-1,3 glucanase foi avaliada em lagartas que se alimentaram de diferentes dietas.  Por fim, discutimos como estes genes que estão envolvidos na reposta imune e seus genes relacionados, respondem a patógenos naturais, que possuem mecanismos para superar as defesas dos insetos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - JOSE DIJAIR ANTONINO DE SOUZA JUNIOR
Externo à Instituição - FERNANDO CAMPOS DE ASSIS FONSECA - IFGO
Externo à Instituição - GUILHERME DUARTE ROSSI - UNESP
Notícia cadastrada em: 02/02/2023 14:02
SIGAA | Secretaria de Tecnologias Digitais (STD) - https://servicosdigitais.ufrpe.br/help | Copyright © 2006-2026 - UFRN - producao-jboss11.producao-jboss11