COMPATIBILIDADE DE INSETICIDAS COM A TESOURINHA PREDADORA Euborelia annulipes (LUCAS) (DERMAPTERA: ANISOLABIDIDAE) RESULTA EM MORTALIDADE ADICIONAL DA TRAÇA-DAS-CRUCÍFERAS
Toxicologia de inseticidas, controle químico, controle integrado, controle biológico conservativo.
As aplicações de inseticidas prevalecem entre as táticas de controle adotadas contra a traça-das-crucíferas Plutella xylostella (L.), o que resulta em casos de resistência e, consequentemente, falhas de controle. O controle de P. xylostella e a mitigação da resistência a inseticidas podem ser obtidos com a preservação de agentes de controle biológico natural como a tesourinha predadora Euborellia annulipes (Lucas). A sobrevivência da tesourinha, mortalidade da traça, e a mortalidade da traça combinando a tesourinha e inseticidas foram determinados para os inseticidas azadiractina, clorantraniliprole, ciantraniliprole, deltametrina, indoxacarbe, metomil, espinosade e teflubenzurom. A tesourinha apresentou sobrevivência superior a 98% para todos os inseticidas aplicados em dosagens de bula para uso em brássicas contra a traça. Também, em dosagem de bula, a maior mortalidade da traça foi de 61%, após 24h de confinamento, em resíduo seco em folhas de couve Chinesa. Contudo, no mesmo intervalo de 24h de avaliação, a mortalidade da traça aumentou significativamente até 92% na presença do inseticida mais a tesourinha. Fêmeas da tesourinha preferiu consumir larvas que pupas, independente da disponibilidade de larvas:pupas e combinações com inseticidas. Quando larvas ou pupas foram ofertadas separadamente, até nove larvas ou quatro pupas foram consumidas durante 24h. Os inseticidas testados foram compatíveis com a tesourinha, que adicionou significativa mortalidade de larvas da traça quando combinado com os inseticidas. Os resultados revelam a oportunidade para integrar E. annulipes como agente de controle biológico em programas de manejo da traça, que não pode depender apenas das aplicações inseticidas.