Benefício de viver em sociedade: efeito da facilitação e do contexto social na resposta de cupim a inseticida
Nasutitermes corniger, soldado, sobrevivência, imidacloprido, dose subletal.
O surgimento e a manutenção da eussocialidade nos insetos é uma questão que intriga a ciência há muito tempo. Por que e como um indivíduo renuncia ao seu sucesso reprodutivo para auxiliar no sucesso reprodutivo de outros? Nos últimos anos, uma série de estudos, demonstraram que a resposta para o surgimento e a manutenção da eussocialidade em insetos está ligada com os benefícios de se viver em grupo como, por exemplo, o aumento na defesa, no forrageio e na sobrevivência em situações de estresse (privação de alimento, infecção de patógenos ou até mesmo envenenamento por inseticida). Embora, nos últimos anos, uma série de estudos tem demonstrado os benefícios da vida em grupo, tais estudos são realizados apenas com operários, sem levar em consideração o possível o papel dos soldados (ou seja, o contexto social). Sendo assim, o objetivo desta dissertação foi avaliar o efeito da facilitação social (tamanho do grupo) e do contexto social (presença de soldados) na exposição de doses subletais do inseticida imidacloprido em Nasutitermes corniger (Motschulsky) (Termitidae: Nasutitermitinae). Em geral, os resultados demonstraram que a sobrevivência dos grupos de cupins aumenta linearmentecom o tamanho do grupo e que a presença de soldados aumenta a sobrevivência em grupos expostos ao inseticida comparados com grupos sem soldados. Desta forma, o presente trabalho mostra a importância dos soldados de N. corniger na tolerância à inseticida, contribuindo para novas perspectivas no controle desse grupo e acrescentando uma nova função dessa casta em cupins.