MORFOLOGIA E DESENVOLVIMENTO IMATURO DE Chrysocharis caribea E ASPECTOS DE SUAS RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS
Parasitoides larvais, mosca-minadora, fase pré-imaginal, encapsulamento, coexistência.
A mosca-minadora Liriomyza sativae Blanchard é uma praga de importância econômica de olerícolas em todo o mundo. No Brasil, esse agromizídeo tem causado danos significativos em cultivos de melão Cucumis melo L. na região semiárida do país. Com base nisso, estudos sobre a diversidade dos parasitoides associados a L. sativae têm sido realizados visando verificar seu potencial em programas de controle biológico, e com isso, implementar estratégias de controle eficazes para essa praga. Os endoparasitoides Chrysocharis caribea Boucek, Neochrysocharis formosa (Westwood), Phaedrotoma scabriventris Nixon e Zaeucoila unicarinata Ashmead parasitam os estádios lavais da mosca-minadora L. sativae, ocorrem naturalmente no semiárido brasileiro e compartilham o mesmo nicho ecológico. Os estudos básicos realizados em laboratório são fundamentais para compreender primariamente como ocorre a relação parasitoide-hospedeiro entre as espécies. Todavia, existem lacunas que não foram totalmente esclarecidas, principalmente com relação ao estudo imaturo de endoparasitoides associados a L. sativae. A partir disso, este estudo teve por objetivos: (i) conhecer o tempo de desenvolvimento e descrever morfologicamente as fases imaturas de C. caribea; (ii) estimar o índice de encapsulamento C. caribea, N. formosa, P. scabriventris e Z. unicarinata pelo hospedeiro L. sativae; e (iii) verificar se C. caribea e P. scabriventris competem ou coexistem, a fim de explorar o possível controle biológico combinado dessas espécies em futuros programas de Manejo Integrado da mosca minadora em meloeiro. No Brasil, esses são os primeiros estudos com essas espécies neste sentido, e esse conhecimento possibilita entender o funcionamento das interações, desde aplicações básicas até aplicadas.