ASSOCIAÇÃO DA JOANINHA, Eriopis connexa (GERMAR) (COLEOPTERA: COCCINELLIDAE), E INSETICIDAS NO CONTROLE DE PRAGAS DAS BRÁSSICAS
Seletividade de inseticidas, traça-das-crucíferas, pulgão, resistência a inseticidas.
A traça-das-crucíferas e os pulgões são pragas-chave das brássicas, frequentemente requerendo pulverizações inseticidas para o controle. A utilização de inseticidas seletivos, complementado com inimigos naturais resistentes a inseticidas, oferece a oportunidade de integrar inseticidas e inimigos naturais no controle de pragas. O desempenho da joaninha predadora, Eriopis connexa (Germas) (Coleopotera: Coccinellidae), mediante sua exposição a inseticidas recomendados para o controle da traça, Plutella xylostella (L.) (Lepidoptera: Plutellidae), e do pulgão, Lipaphis pseudobrassicae (Davis) (Hemiptera: Aphididae) foi avaliado. Curvas concentração-mortalidade foram determinadas para inseticidas registrados para brássicas (#1), e índices de seletividade diferencial foram calculados (#2). O desempenho e a sobrevivência de larvas e adultos da joaninha expostas a inseticidas de diferentes modos de ação (#3), combinado com o consumo da presa não alvo do inseticida pela joaninha foram determinados (#4). Após conhecer a seletividade dos inseticidas testados, o controle da infestação do pulgão e da traça em plantas confinadas em gaiolas, em campo, com pulverização e liberação da joaninha foi testado. Os resultados mostram que os inseticidas Bacillus thuringiensis, ciantraniliprole, clorantraniliprole, deltametrina, clorfenapir, espinosade, azadiractina e espiromesifeno são compatíveis com larvas e adultos de E. connexa (Exps. #1 e #2). A exposição de larvas e adultos da joaninha expostas em sequencia a duas e cinco aplicações dos inseticidas deltamentrina, pimetrozina, espinosade, ciantraniliprole, metomil, clorfenapir, clorantraniliprole ou espiromisefeno, não afetou o seu desempenho permitindo aplicações compatíveis (Exp.#3). Os inseticidas recomendados para o controle da traça ou dos pulgões não afetaram significativamente o consumo dessas pragas (Exp. #4). Os resultados de campo não caracterizaram efeito aditivo da liberação de E. connexa às aplicações de inseticidas no controle da traça e pulgões (Exp. #5). O número de joaninhas e o momento de liberação, em função do nível de infestação do pulgão precisam ser determinados, para melhor aplicação de ambos no controle dessas pragas.