ATIVIDADES INVESTIGATIVAS NO ENSINO DE FÍSICA À LUZ DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA CRÍTICA: UMA FORMAÇÃO CONTINUADA PARA PROFESSORES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Aprendizagem Significativa Crítica; Ensino por Investigação; EJA; Ensino de Física e Formação Continuada.
A utilização de atividades investigativas como estratégia de ensino na área de Ciências da Natureza é amplamente reconhecida na literatura como uma abordagem didática eficaz no processo de ensino e aprendizagem. Além de proporcionar uma experiência prática e envolvente, permitindo que os alunos "façam ciência", essas atividades também incentivam uma reflexão crítica "sobre a ciência". Essa abordagem favorece a construção do conhecimento, estimula a participação ativa dos estudantes e possibilita uma compreensão mais aprofundada e contextualizada dos conceitos científicos. Embora sua eficácia esteja comprovada, as atividades investigativas ainda são pouco utilizadas por uma parcela relevante de professores. Nesse sentido, a formação continuada desempenha um papel fundamental na ampliação e efetivação dessas práticas em sala de aula. As, a presente pesquisa teve como objetivo geral compreender as possíveis contribuições de atividades investigativas para o ensino de Física na perspectiva da Teoria da Aprendizagem Significativa Crítica em uma formação continuada com professores da Educação de Jovens e Adultos. Para atingir esse objetivo, foi realizada uma formação continuada com sete professores de Física que atuam na Educação de Jovens e Adultos na cidade de Juazeiro – BA. Trata-se de uma pesquisa-intervenção com abordagem qualitativa, realizada entre 14 de abril e 13 de setembro de 2024. O processo de intervenção formativa foi dividido em dois momentos: o primeiro dedicado ao planejamento das atividades e o segundo à execução das atividades teóricas e práticas da formação continuada. Para a produção de dados foram utilizados: dois questionários, uma entrevista semiestruturada, a observação com vídeo-gravação, o diário de bordo, a coleta documental e o grupo focal. Após a coleta, os dados foram analisados à luz dos referenciais teóricos da pesquisa e da análise de conteúdo proposta por Bardin (2011). Os resultados indicam que, inicialmente, os professores tinham conhecimento limitado sobre a Abordagem Investigativa e a Teoria da Aprendizagem Significativa Crítica. Além disso, evidenciam que, embora reconheçam a importância de diversificar as estratégias de ensino, os professores frequentemente adotam o método tradicional devido à carga horária reduzida do componente curricular de Física, com a aula expositiva sendo a estratégia mais utilizada. Após a elaboração das Unidades de Ensino Potencialmente Significativas (UEPS) e da Sequência de Ensino Investigativa (SEI), os professores declararam que essas atividades favorecem a construção do conhecimento de forma mais dinâmica e contextualizada, tornando o aprendizado mais significativo e acessível a diferentes perfis de alunos. Dessa forma, as atividades investigativas desenvolvidas durante a formação continuada mostraram-se eficazes, à medida que apresentaram elementos para favorecer uma Aprendizagem Significativa Crítica aos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).