Banca de DEFESA: WILKA KARLA MARTINS DO VALE

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : WILKA KARLA MARTINS DO VALE
DATA : 15/06/2022
HORA: 14:00
LOCAL: videoconferencia
TÍTULO:

ANÁLISE DO PROCESSO DE ARGUMENTAÇÃO DE LICENCIANDOS EM QUÍMICA A PARTIR DE UMA QUESTÃO SOCIOCIENTÍFICA SOBRE AGROTÓXICO


PALAVRAS-CHAVES:

Abordagem de QSC, argumentação em sala de aula, agrotxicos, processo formativo, licenciatura em química.


PÁGINAS: 160
RESUMO:

A presente tese tem como objetivo compreender como a argumentação sobre a questão sociocientífica Agrotóxicos no processo de ensino e aprendizagem de química contribui para a aprendizagem sociocientífica da temática. Para tanto, foi desenvolvido um processo formativo voltado para estudantes da licenciatura em Química na disciplina de Instrumentação Para o Ensino de Química II (IQEII). Esse processo contou com ações favoráveis ao desenvolvimento da argumentação dos licenciandos no momento da intervenção. O referencial teórico foca nas discussões sobre os desdobramentos didáticos pedagógicos da abordagem de questões sociocientíficas (QSC) e da argumentação no ensino das ciências. Em relação às QSC, desvelamos sobre as imbricações na formação dos estudantes para aprender ciências a partir da inserção de controversas sociocientíficas, discutidas frente às dimensões sociais, culturais, tecnológicas, éticas e morais. Em relação à argumentação trazemos um breve panorama das construções e rupturas que marcam os estudos sobre argumentação e destacamos a importância das situações argumentativas em sala de aula, e de como a argumentação em sala de aula articulada as QSC vem sendo discutida na literatura. O processo formativo foi realizado na modalidade à distância, via plataforma google meet e google classroom, devido as regras de distanciamento social adotadas pela Instituição de Ensino Superior (IES) para combater a pandêmica do covid-19 no Brasil no ano de 2021. As atividades do processo formativo foram desenvolvidas visando que os estudantes argumentassem sobre a QSC agrotóxicos nas lavouras do Brasil. Dentre as atividades realizadas destacamos o debate crítico sobre um caso fictício no qual se explorou a utilização dos agrotóxicos em uma capoeira de milho. Os dados obtidos foram analisados a luz da identificação da argumentação dos estudantes no debate, e contou com a emergência de dimensões/categoriais: implícitas nas concepções prévias dos estudantes acerca da QSC agrotóxicos; nas construções textuais dos estudantes ao analisarmos os marcadores argumentativos e ideias discutidas na modalidade de texto dissertativo-argumentativo e nos argumentos, contra-argumentos e respostas que emergiram das falas dos estudantes durante o debate, partindo da análise da natureza da argumentação, das evidencias pessoais e as estratégias sociais que fundamentavam os elementos da tríade argumentativa. Os resultados apontam que os licenciandos articularam diferentes dimensões sociocientíficas para retratar as dicotômicas presentes sobre a utilização dos agrotóxicos nas lavouras, e que ao longo do processo ampliaram as discussões sobre a natureza científico-tecnológica dos agrotóxicos. Evidenciamos, por exemplo, que as discussões foram largamente acompanhadas de justificativas e/ou refutações que se apoiavam em dados científicos e técnicos, como características fitotóxicas, classes e grupos químicos dos agrotóxicos, níveis de concentração e toxicidade de agrotóxicos em água e em solo, para complementar as inferências sobre questões sociais, econômicas, ambientais e políticas, como os agravos de saúde, os investimentos agrários que favorecem a produção nas lavouras sem ou com o uso de agrotóxicos, as regulações dos órgãos de fiscalização, entre outros. Consideramos que investir em vivências argumentativas no contexto da licenciatura em química é um caminho favorável para a aprendizagem dos estudantes, e pode corroborar com sua capacidade de tomar decisão e refletir criticamente sobre questões sociocientíficas, nesse nível de ensino e em outros contextos. Por isso, consideramos que se deve investir em atividades semelhantes que visam a aprendizagem da química, pois a abordagem de QSC, por meio da argumentação em sala de aula, possibilita que os estudantes mobilizem diferentes argumentos e compreensões sobre ciências e seus desdobramentos na sociedade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2453021 - VERONICA TAVARES SANTOS BATINGA
Interna - 1199285 - ANGELA FERNANDES CAMPOS
Interna - 593.128.744-20 - EDENIA MARIA RIBEIRO DO AMARAL - UFRPE
Externa à Instituição - KATIA CALLIGARIS RODRIGUES - UFPE
Externa à Instituição - Sylvia Regina De Chiaro Ribeiro Rodrigues - UFPE
Notícia cadastrada em: 27/05/2022 10:35
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