ASPECTOS FISIOLÓGICOS E NUTRICIONAIS EM OVELHAS SANTA INÊS ALIMENTADAS COM DIETAS CONTENDO PALMA FORRAGEIRA E SUPLEMENTADAS COM VITAMINA C
ingestão hídrica, metabólitos sanguíneos, ovelhas, palma forrageira
Objetivou-se avaliar o efeito da suplementação de vitamina C sobre a redução do estresse hídrico de fêmeas ovinas alimentadas com dietas a base de palma forrageira. Foram utilizadas 20 fêmeas adultas (peso médio de 50 kg ± 3,3) em um experimento de 45 dias, com 15 dias de adaptação e 30 de coleta de dados. Os animais foram mantidos em gaiolas metabólicas e receberam uma dieta composta por 46,3% de feno de Tifton, 51,5% de palma forrageira, 1,1% de ureia + sulfato de amônio e 1,1% de mistura mineral. Os tratamentos incluíram: controle com água ad libitum, restrição de água livre sem suplementação, e restrição de água livre com suplementação de 3, 5 ou 10 g/dia de vitamina C. As análises incluíram consumo e digestibilidade aparente, parâmetros bioquímicos do sangue e urina, além do balanço hídrico. Os dados foram analisados estatisticamente em delineamento inteiramente casualizado, com nível de significância em P ≤ 0,05. Não foram observadas diferenças significativas (P>0,05) sobre o consumo e digestibilidade dos nutrientes, além do balanço hídrico dos animais suplementados com diferentes dosagens de vitamina C. O nível de suplementação de vitamina C influenciou alguns metabólitos relacionados ao perfil proteico como ureia e ácido úrico, além de fósforo, ALT, colesterol, triglicerídeos, HDL, LDL e glicose (P<0,05). Recomenda-se a realização de mais estudos, já que as doses mais altas de vitamina C podem ser promissoras. Contudo, a inclusão de 51% de palma forrageira na dieta de ovelhas em mantença sem acesso ao bebedouro parece atender as exigências de água, sendo uma excelente alternativa para regiões com pouca oferta hídrica.