MICROMINERAIS COMPLEXADOS A AMINOÁCIDOS E FITASE EM DIETAS DE GALINHAS POEDEIRAS
Palavras-chave: Nutrição animal. Avicultura. Minerais. Densidade óssea. Ovos.
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Dois experimentos de campo foram conduzidos, simultaneamente, para avaliar o efeito de duas
fontes de microminerais complexados à aminoácidos (AACM e LGCM), em diferentes níveis
de inclusão a dietas de poedeiras, com ou sem adição de fitase (EF), sobre as caraterísticas
ósseas e deposição mineral no fígado, gema e ossos em poedeiras comerciais de segundo ciclo.
Para cada experimento, 320 galinhas de postura (Dekalb White), de 67 a 89 semanas de idade,
foram distribuídas aleatoriamente em 64 gaiolas experimentais, em arranjo fatorial (2×3+2).
Sendo oito tratamentos, com oito repetições contendo cinco aves por unidade experimental, por
experimento. O fator 1, referiu-se à adição da enzima fitase (EF), e o fator 2, referiu-se aos
níveis de inclusão mineral. Experimento 1: minerais complexados com aminoácidos – AACM
e; Experimento 2: minerais complexados com ácido glutâmico e lisina – LGCM, em três
níveis de inclusão (100, 70 e 40 %), mais dois tratamentos controle, com minerais inorgânicos
(IM), com e sem fitase (EF). O período experimental consistiu em 5 ciclos de 28 dias cada, nos
últimos três dias de cada ciclo foram coletados três ovos por parcela. Ao final do experimento
total uma ave por unidade experimental foi selecionada para coleta do fígado e tíbias. Os dados
obtidos foram submetidos à análise de variância, e as médias dos tratamentos experimentais
comparadas pelo teste de Tukey. E a comparação de médias entre os tratamentos experimentais
com o grupo controle, foi realizada através do teste de Dunnet, ambos à 5 % de significância.
No experimento 1, a dieta AACM-100 proporcionou maior (P < 0,05) resistência óssea
comparada à dieta AACM-70. Houve interação entre nível e enzima sob a DMO das aves. De
tal modo, a dieta AACM-100-EF proporcionou maior (P < 0,05) DMO que a dieta AACM-
100, sem fitase. O nível de inclusão de AACM às dietas não influenciou (P > 0,05) a deposição
mineral nos ossos. Enquanto a adição de fitase, promoveu maior (P < 0,05) deposição de Mn
na tíbia. A adição de fitase e o nível de inclusão mineral influenciaram (P < 0,05) a deposição
de P no fígado. Na gema, a adição de fitase às dietas à base de AACM promoveu maior
deposição de Zn, e o maior nível de inclusão mineral promoveu maior deposição de Se nos
ovos (P < 0,05). Pelo teste de Dunnet à 5%, verificou-se que, dietas à base de AACM,
proporcionaram maior (P < 0,05) DMO comparado à IM. A concentração de Zn em IM foi
menor (P < 0,05) às dos tratamentos: AACM-100, AACM-70 e AACM-EF-70. O grupo
controle IM-EF apresentou maior (P < 0,05) deposição de Mn comparados à IM e AACM-
100. No experimento 2, a adição de fitase e o nível de inclusão não exerceram efeito (P > 0,05)
sob as características ósseas e DMO das aves. Maiores concentrações (P < 0,05) de Zn e Mn
nos ossos foram observadas nos tratamentos: LGCM-EF-100, LGCM-EF-70 e LGCM-EF-
40. A adição de fitase nas dietas beneficiou (P < 0,05) a deposição de Zn e Mn nas gemas. Não
houve efeito (P > 0,05) da fonte e níveis sob a deposição mineral no fígado. Através do teste de
Dunnet (5 %), observou-se que LGCM melhorou (P < 0,05) a DMO das aves, comparado ao
controle IM, sem diferir de IM-EF. Na gema, IM apresentou maior teor de Se e diferiu
(P < 0,05) de LGCM-40 e LGCM-40-EF quanto ao teor de Se. No fígado, a deposição mineral
não apresentou diferenças entre IM e IM-EF com os tratamentos à base de LGCM. Conclusão
– A inclusão de minerais à base de AACM e LGCM em níveis reduzidos não comprometeu a
integridade óssea e nem a deposição mineral na gema, assim como não provocou alterações no
fígado das aves. Enquanto, níveis mais elevados de selênio na forma de LGCM promoveram
maior deposição mineral na gema. E a adição de fitase às dietas suplementadas com minerais
inorgânicos proporcionou melhor aproveitamento mineral. Em dietas suplementadas com
minerais complexados, esse efeito foi reduzido, carecendo de maiores elucidações.