Banca de QUALIFICAÇÃO: HÉLIA SHARLANE DE HOLANDA OLIVEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : HÉLIA SHARLANE DE HOLANDA OLIVEIRA
DATA : 03/05/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Departamento de Zootecnia
TÍTULO:

Folhas da Moringa Oleífera Lam. em dietas de aves de postura nas fases de cria e recria


PALAVRAS-CHAVES:

alimento alternativo, compostos bioativos, fatores antinutricionais, fibra


PÁGINAS: 127
RESUMO:

Os experimentos foram realizados com aves poedeiras da Linhagem comercial Dekalb white nas fases inicial e crescimento (1 a 8 semanas de idade), crescimento e pré-postura (9 a 16 semanas). Na primeira fase, foram utilizadas 1134 pintainhas, distribuídas em delineamento experimental inteiramente casualizado com sete tratamentos e seis repetições, com 27 aves por unidade experimental. Foram utilizados níveis de inclusões de farelo de folhas de Moringa (FFM) na dieta com ou sem adição de fitase e os tratamentos consistiram em duas dietas com e sem inclusão de FFM e fitase e 5 dietas com inclusão de FFM com e sem fitase, sendo 2,5% sem fitase; 5% com fitase e 5% de FFM sem fitase, 10% sem fitase e 10% de FFM com fitase. A composição nutricional das folhas da moringa apresentou 22,06% de proteína bruta, 8,22% de fibra bruta, 8,62% de extrato etério, 3948 kcal/kg de energia bruta, 39,93 e 19,40% de Fibra em Detergente Neutro e Fibra em Detergente Ácido, respectivamente, além de 18,21% de CNF. Também foram encontrados compostos antinutricionais em sua composição como inibidor de tripsina, saponinas, compostos fenólicos, tanino e fitato. A inclusão de até 5% de FFM na dieta de aves de postura com até 8 semanas de idade, não influenciou no desempenho, nos níveis maiores de inclusão a presença de flavonóides, possivelmente, estimularam o consumo no que resultou em maiores conversões alimentares. A utilização de fitase beneficiou a uniformidade corporal das aves quando a inclusão de FFM foi de 10%. Na metabolizabilidade dos nutrientes e energia metabolizável, o tratamento de 10% de inclusão foi o que apresentou melhores resultados. A presença dos compostos antinutricionais presentes no FFM auxiliaram na absorção dos nutrientes. A presença de fibra nos maiores níveis de inclusão proporcionou moelas maiores. A fitase auxiliou na maior resistência óssea no tratamento com maior inclusão de FFM. A moringa tem capacidade de reduzir o colesterol sanguíneo e níveis de LDL, aumentar os valores de HDL devido a presença de compostos como saponina, β-sitosterol e fibras. Na fase de recria e pré-postura (9 a 16 semanas de idade), foram utilizadas 504 aves e distribuídas em um delineamento experimental inteiramente casualizado com seis tratamentos e seis repetições, com 14 aves por unidade experimental. Foram utilizados níveis de inclusões FFM na dieta com ou sem adição de fitase, além disso, as aves haviam recebido ou não moringa em suas dietas nas fases anteriores a esta pesquisa. Com isso, os tratamentos consistiram em duas dietas sem inclusão de FFM com e sem fitase em ambas as fases e 4 dietas com inclusão de 20% FFM com e sem fitase, sendo um tratamento que recebeu dieta sem inclusão de FFM na fase anterior e veio a receber 20% sem fitase; outra com 5% de FFM com fitase na fase anterior e 20% de FFM com fitase, 10% de FFM sem fitase na fase anterior e 20% de FFM sem fitase; 10% de FFM na fase anterior com fitase e veio a receber 20% de FFM com fitase. No desempenho, as aves que consumiram a dieta FFM5F/20F tiveram maior consumo de ração, ganho de peso e menor conversão alimentar já as aves que receberam a dieta FFM10F/20F apresentaram menor conversão alimentar e maior uniformidade. Na metabolizabilidade dos nutrientes, os mesmos tratamentos citados no desempenho também apresentaram destaque no aproveitamento dos nutrientes. Houve uma redução no colesterol sanguíneo e aumento dos níveis de HDL das aves que receberam FFM desde a fase anterior, além do aumento da glicose sanguínea. A moela foi mais pesada para as aves que receberam FFM assim como o tamanho dos cecos. Os ossos foram mais resistentes para as aves que receberam FFM desde a fase anterior. Conclui-se que a depender dos níveis utilizados na alimentação de aves os valores dos compostos antinutricionais presentes nas folhas, que apesar de serem baixos, podem ser benéficos na saúde das aves com destaque para os fenóis, polifenóis e saponinas. A planta apresenta capacidade nutricional para melhorar o desempenho das aves e preparálas para a postura, com destaque nas quantidades de proteínas, energia, minerais, tipo de fibra e compostos bioativos. A inclusão de FFM desde o primeiro dia de idade das aves com a presença de fitase proporcionaram melhores resultados no desempenho, nos aproveitamentos energéticos e na metabolizabilidade dos nutrientes, também reduziram os níveis de LDL e aumentaram os de HDL nas aves além de ter proporcionado ossos mais resistentes nas aves.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - CARLOS BOA VIAGEM RABELLO
Interna - LILIAN FRANCISCO ARANTES DE SOUZA
Externo ao Programa - 1316051 - JULIO CEZAR DOS SANTOS NASCIMENTO - UFRPEExterno ao Programa - 1721428 - MARCO AURELIO CARNEIRO DE HOLANDA - UFRPEExterno à Instituição - ALEX MARTINS VARELA DE ARRUDA - UFERSA
Notícia cadastrada em: 06/05/2024 09:34
SIGAA | Secretaria de Tecnologias Digitais (STD) - https://servicosdigitais.ufrpe.br/help | Copyright © 2006-2026 - UFRN - producao-jboss03.producao-jboss03