SUBSTITUIÇÃO DA SILAGEM DE MILHO SEM ESPIGAS POR PALMA FORRAGEIRA E BAGAÇO DE CANA PARA VACAS EM LACTAÇÃO
cactáceas; CLA; semiárido; subprodutos
O uso de forragens conservadas na forma de silagem é amplamente utilizado no 4 semiárido. Porém, devido a irregularidade das chuvas, muitas vezes torna-se inviável a sua 5 confecção. Assim, alternativas são necessárias a fim de suprir o déficit forrageiro na época seca 6 do ano. Nesse cenário, a palma forrageira e o bagaço de cana-de-açúcar, juntos, podem ser uma 7 alternativa viável. Assim, objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos da substituição da 8 silagem de milho sem espiga (SMSE) por palma forrageira (PF; Opuntia spp.) e bagaço de 9 cana-de-açúcar (BC) sobre o consumo de nutrientes, digestibilidade, comportamento ingestivo, 10 produção de leite (PL) e composição do leite de vacas leiteiras, e perfil de ácidos graxos do 11 leite. Dez vacas holandesas, pesando 571 ± 97,0 kg e produzindo 23,0 ± 4,4 kg de leite por dia, 12 foram distribuídas em dois quadrados latinos 5 × 5 simultâneos. Os tratamentos consistiram em 13 cinco níveis de substituição de SMSE por PF mais BC (0, 25, 50, 75 e 100%). Os resultados 14 mostraram aumento linear no consumo de matéria seca (MS) (p < 0,05) (15,98 e 18,73 kg/dia) 15 e aumento quadrático (p < 0,05) no consumo de proteína bruta e energia (2,97 kg/dia e 27,52 16 Mcal/dia, com 95,4 e 88,6% de substituição, respectivamente). A digestibilidade aparente da 17 MS aumentou (p < 0,05), mas a digestibilidade da fibra diminuiu linearmente (p < 0,05). Os 18 tratamentos tiveram efeito quadrático (p < 0,05) sobre PL e PL corrigido para gordura (24,17 19 kg/dia e 21,9 kg/dia, com 63,9% e 38,6% PF mais BC, respectivamente). A gordura do leite 20 (3,26 e 2,35%) e o teor de sólidos totais diminuíram linearmente (p < 0,05), enquanto os 21 percentuais de proteína, lactose e sólidos desnatados aumentaram ( p < 0,05). Além disso, as 22 dietas PF–BC reduziram linearmente o tempo gasto com alimentação e ruminação e o tempo 23 total de mastigação. Os ácidos vacênico (C18:1 trans-11) e rumênico (CLA cis-9, trans-11) 24 aumentaram linearmente. Além de maximizar a produção de leite, a mistura PF + BC reduz o 25 teor de ácidos graxos saturados do leite e aumenta as proporções de ácidos graxos insaturados 26 desejáveis, como C18:1 trans-11 e CLA cis-9, trans 11. Para vacas holandesas alimentadas no 27 semiárido alimentadas com dietas comuns, a produção de leite pode ser maximizada 28 substituindo 38,6% da SMSE por PF mais BC.