FONTES LIPÍDICAS ASSOCIADAS A PALMA ORELHA DE ELEFANTE MEXICANA (OPUNTIA STRICTA HAW (HAW)) NA ALIMENTAÇÃO DE OVINOS EM CONFINAMENTO
ácidos graxos
desempenho produtivo
consumo de alimentos
Opuntia stricta
Suplementação lipídica
Diversas formas de adensamento energético dietético e modulação da fermentação ruminal foram avaliadas na alimentação de ovinos, neste sentido, a utilização de fontes lipídicas associadas a palma forrageira orelha de elefante mexicana surge como alternativa para aumento no incremento calórico de dietas, além da modulação ruminal e produção de carne com melhor perfil de ácidos graxos. Em pesquisa realizada no setor de ovinocultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), avaliou-se três dietas experimentais, compostas por percentuais fixos de 30% de Feno de Capim Tifton 85 e 30% palma orelha de elefante mexicana, com base na matéria seca. Aos três concentrados foram incorporadas as fontes lipídicas (Caroço de algodão triturado, Gérmen Integral de Milho extra gordo e Resíduo seco do Coco). As dietas foram isoprotéicas e o fornecimento de água ad libitum. Utilizou 39 animais, dispostos em 3 dietas experimentais denominadas a partir da inclusão da fonte lipídica, sendo elas CAT (caroço de algodão triturado), GIMEX (Gérmen integral de milho extra gordo) e RSC (Resíduo seco do coco). Foi utilizado o delineamento experimental inteiramente casualizado, e o peso inicial dos animais foi utilizado como covariável. O consumo de matéria seca (CMS) e demais nutrientes avaliados diferiram (P<0,05) entre os animais, os ovinos alimentados com a dieta CAT e GIMEX tiveram consumo superior ao RSC para todas essas variáveis. As dietas experimentais não diferiram (P>0,05) quanto a digestibilidade dos nutrientes, tendo por exceção o carboidrato não fibroso e o extrato etéreo. Os animais alimentados com a dieta RSC apresentaram os valores mais baixos (P<0,05) para as eficiências de alimentação e ruminação. A performance dos animais não diferiu (P>0,05) em função da dieta ofertada. Os pesos e rendimentos de carcaça dos animais consumindo o RSC foram inferiores (P<0,05) quando comparados as carcaças dos animais recebendo CAT e GIMEX. A carcaça de ovinos alimentados com GIMEX obtiveram maior pontuação quanto a medida subjetiva “acabamento” e medida objetiva índice de compacidade da carcaça. Os animais que receberam a dieta RSC apresentaram maior quantidade (P<0,05) de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) na carne, enquanto os animais consumindo CAT obtiveram maiores (P<0,05) quantidades de ácidos graxos polinsaturados na carne. A relação trans10/trans11 e a quantidade de intermediários da biohidrogenação nas carnes diferiu (P<0,05) em função da dieta, os ovinos da dieta GIMEX obtiveram os melhores resultados. A utilização RSC promoveu aumento na atividade enzima estearoil- CoA desaturase (SCD). A utilização do GIMEX e CAT na alimentação de ovinos promove desempenho similar e melhor qualidade da carne quanto ao perfil de ácidos graxos, quando comparados ao RSC, podendo ambos, serem utilizados associados a palma orelha de elefante mexicana na alimentação de ovinos em crescimento.