Banca de DEFESA: JOSÉ FÁBIO DOS SANTOS SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOSÉ FÁBIO DOS SANTOS SILVA
DATA : 27/11/2023
HORA: 14:00
LOCAL: REMOTA
TÍTULO:

USO DE ADITIVOS NA DIETA DE OVINOS ALIMENTADOS A BASE DE PALMA FORRAGEIRA (Opuntia cochenillifera)


PALAVRAS-CHAVES:

Aditivos

ganho de peso

ionóforos

ovinos

Palma Forrageira


PÁGINAS: 67
RESUMO:

Objetivou-se avaliar o efeito do uso de aditivos em dietas a base de palma forrageira sobre o consumo de matéria seca, comportamento ingestivo, parâmetros ruminais, desempenho, características da carcaça, composição tecidual da perna e qualidade da carne de ovinos em confinamento. Foram utilizados 36 ovinos mestiços Santa Inês x SRD (sem padrão de raça definido), com peso corporal médio de 18 kg, distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado. A relação volumoso:concentrado foi 65:35 nas dietas, com 4 tratamentos distribuídos da seguinte forma: Tratamento controle (CON), sem adição de aditivos; tratamento monensina sódica (MON) com adição de 50mg monensina sódica por kg de matéria seca (MS); tratamento virginiamicina (VIR) com adição de 50mg virginiamicina por kg de MS; e tratamento monensina sódica + virginiamicina (MON+VIR) com adição combinada de 50mg de monensina sódica e 50mg de virginiamicina por kg de MS. Os volumosos utilizados foram á palma forrageira e o bagaço de cana.  O consumo de matéria seca (CMS) foi maior (P<0,05) para os ovinos alimentados com a dieta controle (CON) e virginiamicina (VIR). A adição de monensina sódica a dieta, elevou o tempo de CMS (min/kg) (P<0,05) em 55,9% e a combinação de monensina sódica + virginiamicina em 99,8%, respectivamente em relação a dieta controle. Houve efeito quadrático (P<0,05) para os percentuais de AGCC em função do tempo. O percentual de acetato obteve valores máximos às 0h para todas as dietas e valores mínimos às 6h para a dieta CON, 2h para dieta MON e 4h para as dietas VIR e MON+VIR. Para o propionato, os valores percentuais mínimos (P<0,05) foram observados às 0h para todas as dietas e máximos às 6h para a deita CON e 2h para as dietas MON, VIR e MON+VIR. A relação acetato:propionato obteve valores mínimos (P<0,05) às 6h para a dieta CON, às 2h paras as dietas MON e MON+VIR e 4h para a dieta VIR.  Os animais alimentados com as dietas CON e VIR obtiveram os maiores ganhos médios diários e também os maiores ganhos de pesos totais (P<0,05). Os ovinos alimentados com as dietas VIR e CON obtiveram os maiores (P<0,05) PCQ, PCF, AOL e ICC em relação aos alimentados com as dietas MON e MON+VIR. Os animais alimentados com as dietas CON e VIR obtiveram também os maiores pesos para a perna (P<0,05) com deposição de peso, cerca de 12 e 20% superior aos animais que consumiram as dietas MON e MON+VIR. Houve diferença (p<0,05) para a quantidade de gordura subcutânea e intermuscular contidas na perna. Os animais que tiveram a virginiamicina como única fonte de aditivo, depositaram cerca de 202 gramas ou 8% de gordura subcutânea na perna. Equivalente, a uma elevação de 22% para os animais que consumiram a dieta controle, 38% para monensina sódica + virginiamicina e 40% para monensina sódica. Quanto a gordura intermuscular, as dietas VIR e CON proporcionaram respectivamente deposições 43 e 37% maiores que MON+VIR e 47 e 41% maiores que MON. Os animais alimentados com as dietas CON e VIR também apresentaram deposição de músculos superior (P<0,05) na ordem de 260 e 220 gramas em relação aos animais alimentados com a dieta MON, e cerca de 390 e 346 gramas em relação aos que foram alimentados com MON+VIR. Entretanto, o rendimento de músculos em relação ao peso da perna foi em torno de 68% para todas as dietas. Assim, para as características físicas da carne, houve diferença (p<0,05) para a perda de peso por cocção (PPC), os animais alimentados com as dietas VIR, CON e MON+VIR apresentaram os menores percentuais de perda 22,7; 25,9 e 27% respectivamente. E os animais alimentados com a dieta MON apresentaram o maior percentual de perda após o cozimento, 31,21%. A adição de monensina sódica em dietas contendo palma forrageira reduz a deposição de tecido muscular e adiposo, aumentando a perda de peso por cocção da carne em ovinos. A adição de monensina sódica em dietas contendo palma forrageira reduz consumo, o ganho médio de peso a deposição de tecido muscular e adiposo, aumentando a perda de peso por cocção da carne em ovinos. A associação monensina + virginiamicina potencializa o efeito negativo sobre o consumo, ganho de peso e deposição de tecido. 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - FRANCISCO FERNANDO RAMOS DE CARVALHO
Externa ao Programa - ***.517.534-** - KELLY CRISTINA DOS SANTOS - UFRPE
Externo à Instituição - DANIEL BARROS CARDOSO
Externo à Instituição - JULIMAR DO SACRAMENTO RIBEIRO - UFAL
Externa à Instituição - ÉRICA CARLA LOPES DA SILVA - UFRPE
Notícia cadastrada em: 12/12/2023 10:24
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