Banca de DEFESA: LUIZ WILKER LOPES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUIZ WILKER LOPES DA SILVA
DATA : 26/02/2024
HORA: 15:00
LOCAL: Remota
TÍTULO:

FONTES LIPÍDICAS ASSOCIADAS A PALMA ORELHA DE ELEFANTE MEXICANA (OPUNTIA STRICTA HAW (HAW)) NA ALIMENTAÇÃO DE OVINOS EM CONFINAMENTO


PALAVRAS-CHAVES:

ácidos graxos

desempenho produtivo

consumo de alimentos

Opuntia stricta 

Suplementação lipídica


PÁGINAS: 62
RESUMO:

Diversas formas de adensamento energético dietético e modulação da fermentação ruminal foram avaliadas na alimentação de ovinos, neste sentido, a utilização de fontes lipídicas associadas a palma forrageira orelha de elefante mexicana surge como alternativa para aumento no incremento calórico de dietas, além da modulação ruminal e produção de carne com melhor perfil de ácidos graxos. Em pesquisa realizada no setor de ovinocultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), avaliou-se três dietas experimentais, compostas por percentuais fixos de 30% de Feno de Capim Tifton 85 e 30% palma orelha de elefante mexicana, com base na matéria seca. Aos três concentrados foram incorporadas as fontes lipídicas (Caroço de algodão triturado, Gérmen Integral de Milho extra gordo e Resíduo seco do Coco). As dietas foram isoprotéicas e o fornecimento de água ad libitum. Utilizou 39 animais, dispostos em 3 dietas experimentais denominadas a partir da inclusão da fonte lipídica, sendo elas CAT (caroço de algodão triturado), GIMEX (Gérmen integral de milho extra gordo) e RSC (Resíduo seco do coco). Foi utilizado o delineamento experimental inteiramente casualizado, e o peso inicial dos animais foi utilizado como covariável. O consumo de matéria seca (CMS) e demais nutrientes avaliados diferiram (P<0,05) entre os animais, os ovinos alimentados com a dieta CAT e GIMEX tiveram consumo superior ao RSC para todas essas variáveis. As dietas experimentais não diferiram (P>0,05) quanto a digestibilidade dos nutrientes, tendo por exceção o carboidrato não fibroso e o extrato etéreo. Os animais alimentados com a dieta RSC apresentaram os valores mais baixos (P<0,05) para as eficiências de alimentação e ruminação. A performance dos animais não diferiu (P>0,05) em função da dieta ofertada. Os pesos e rendimentos de carcaça dos animais consumindo o RSC foram inferiores (P<0,05) quando comparados as carcaças dos animais recebendo CAT e GIMEX. A carcaça de ovinos alimentados com GIMEX obtiveram maior pontuação quanto a medida subjetiva “acabamento” e medida objetiva índice de compacidade da carcaça. Os animais que receberam a dieta RSC apresentaram maior quantidade (P<0,05) de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) na carne, enquanto os animais consumindo CAT obtiveram maiores (P<0,05) quantidades de ácidos graxos polinsaturados na carne. A relação trans10/trans11 e a quantidade de intermediários da biohidrogenação nas carnes diferiu (P<0,05) em função da dieta, os ovinos da dieta GIMEX obtiveram os melhores resultados. A utilização RSC promoveu aumento na atividade enzima estearoil- CoA desaturase (SCD). A utilização do GIMEX e CAT na alimentação de ovinos promove desempenho similar e melhor qualidade da carne quanto ao perfil de ácidos graxos, quando comparados ao RSC, podendo ambos, serem utilizados associados a palma orelha de elefante mexicana na alimentação de ovinos em crescimento.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - FRANCISCO FERNANDO RAMOS DE CARVALHO
Externo à Instituição - ARIOSVALDO NUNES DE MEDEIROS - UFPB
Externo à Instituição - DORGIVAL MORAIS DE LIMA JUNIOR - UFERSA
Externo à Instituição - MICHEL DO VALE MACIEL - UFAM
Externa à Instituição - STELA ANTAS URBANO - UFRN
Notícia cadastrada em: 27/02/2024 08:41
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