Banca de DEFESA: LILIANE PEREIRA SANTANA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LILIANE PEREIRA SANTANA
DATA : 30/04/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Online, plataforma Meet, link meet.google.com/zcf-njmr-jcv
TÍTULO:

CULTURA DO MILHETO: ASPECTOS AGRONÔMICOS, BROMATOLÓGICOS, BACTÉRIAS LÁCTICAS E SEU USO COMO INOCULANTE NA ENSILAGEM


PALAVRAS-CHAVES:

Inoculantes microbianos, Estabilidade aeróbia, Adubação nitrogenada, População microbiana, Período de armazenamento.


PÁGINAS: 102
RESUMO:

Dividido em quatro capítulos, este trabalho de tese foi realizado para investigar os aspectos agronômicos, bactérias lácticas e seu uso como inoculante na ensilagem de milheto. No capítulo 1 é apresentada uma revisão bibliográfica sobre a cultura do milheto, abordando aspectos agronômicos e aspectos relacionados a sua utilização na forma de silagem. O capítulo 2 trata-se de uma revisão sistemática acerca do impacto de bactérias homo e heterofermentativas na estabilidade aeróbia de silagens. A revisão revelou que inoculantes contendo cepas heterofermentativas, como Lactobacillus buchneri e Lactobacillus hilgardii, são altamente eficazes na redução da deterioração aeróbia da silagem. Essas bactérias promovem a produção de ácidos com ação antifúngica, o que resulta em maior estabilidade aeróbia da silagem. Em contrapartida, os inoculantes homofermentativos ainda são amplamente utilizados, especialmente em forragens com baixo teor de carboidratos solúveis em água, desempenhando um papel crucial na fermentação inicial e na redução das perdas por gases. O capítulo 3 é composto por um artigo científico, abordando os efeitos de diferentes doses de adubação nitrogenada (0,50,100 e 150 kg de N/ha) sobre produtividade, características morfométricas e composição bromatológica do milheto. Foi observado que doses crescentes de nitrogênio promovem melhorias significativas na produtividade, nas características morfométricas e na composição bromatológica da forragem produzida. O acréscimo da dose de nitrogênio resultou em aumento nos teores de proteína bruta (PB), acúmulo de matéria seca (AMS) e altura das plantas. A dose de 82 kg/ha de nitrogênio promoveu um máximo teor de matéria seca, enquanto os teores de PB variaram entre 7,44 g/kg MS (sem aplicação de N) e 13,40 g/kg MS (150 kg N/ha). A resposta quadrática do acúmulo de matéria seca (AMS) demonstrou aumento das médias de 2,48 (sem N) até 5,55 t/ha de MS (100 kg N/ha). Os valores máximos de altura da planta e comprimento da folha (1,91 e 10,12 cm) respectivamente foi observado para as doses de 92 e 91 kg/ha de N respectivamente. Os resultados mais promissores foram observados na faixa entre 50 e 100 kg/ha de N. No capítulo 4, objetivou-se avaliar a qualidade das silagens de milheto com base na aplicação de diferentes inoculantes microbianos, ao longo de distintos períodos de fermentação (15,45,90 e 180 dias). Os resultados indicaram que o teor de matéria seca foi significativamente influenciado pelos inoculantes e pelo período de fermentação. A silagem com Lactobacillus plantarum apresentou maior teor de MS aos 15 dias (22,17 g/kg MN), enquanto os maiores valores médios foram observados nas silagens com L. plantarum, controle e L. buchneri, aos 180 dias. Os teores de PB foram mais elevados nas silagens com L. plantarum e L. buchneri, aos 45 dias (9,62 e 9,60 g/kg MS, respectivamente). As silagens com L. plantarum e Weissella cibaria apresentaram menores teores de fibra em detergente neutro (FDN) e fibra em detergente ácido (FDA), especialmente aos 45 e 180 dias para ambas variáveis. O pH das silagens foi influenciado pelos inoculantes, sendo o maior valor médio registrado na silagem com L. buchneri (4,06). A concentração de carboidratos solúveis variou ao longo do tempo de fermentação, sendo mais elevada (62,8 g/kg MS) nas silagens inoculadas com L. plantarum + W. cibaria aos 90 dias. A população de bactérias ácido-lácticas foi afetada pelo tipo de inoculante e período de fermentação, com L. buchneri e W. cibaria demonstrando efeitos antimicrobianos. A produção de ácido lático foi maior nas silagens inoculadas com L. plantarum, W. cibaria e L. plantarum + W. cibaria, enquanto a produção de ácido acético foi mais expressiva nas silagens inoculadas com L. buchneri. As perdas por efluentes foram menores nas silagens tratadas com L. plantarum e L. buchneri, enquanto as perdas por gases foram mais elevadas nas silagens tratadas com W. cibaria, especialmente aos 180 dias. A recuperação de matéria seca foi maior na silagem inoculada com L. buchneri (78,25 g/kg MS) e inversamente proporcional às perdas fermentativas. A estabilidade aeróbia foi significativamente maior para as silagens tratadas com L. buchneri, particularmente aos 180 dias (110 horas). Portanto de acordo com os resultados dos capítulos dessa tese foi possível concluir que: Os estudos indicam uma tendência crescente no uso de inoculantes na ensilagem, com destaque para as bactérias heterofermentativas, que promovem maior estabilidade aeróbia. Seu uso em fazendas pode melhorar a conservação da silagem e reduzir perdas. A adubação nitrogenada melhora as características morfométricas, bromatológicas e produtivas do milheto. A aplicação de até 100 kg/ha de N com ureia proporcionou maior acúmulo de matéria seca, aumento do teor de proteína bruta e manutenção dos níveis de fibra, equilibrando produtividade e qualidade nutricional da forragem. O uso de inoculantes como L. buchneri, W. cibaria e a combinação L. plantarum + W. cibaria melhorou significativamente o perfil fermentativo da silagem de milheto, controlou o pH, reduziu fungos e leveduras, aumentou a recuperação de matéria seca e a produção de ácido acético, além de elevar a estabilidade aeróbia. A adição de L. plantarum foi eficaz na manutenção do teor de matéria seca e na redução de perdas fermentativas. Já o maior período de fermentação resultou em aumento do pH, redução de fungos e leveduras, menor recuperação de matéria seca e maior estabilidade aeróbia. Assim, o tipo de inoculante e o tempo de fermentação são fatores-chave na qualidade da silagem de milheto.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ALEXANDRE CARNEIRO LEAO DE MELLO
Interno - MARCIO VIEIRA DA CUNHA
Interno - VALDSON JOSE DA SILVA
Externo à Instituição - EDSON MAURO SANTOS - UFPB
Externo à Instituição - JOSÉ NILDO TABOSA
Notícia cadastrada em: 06/05/2025 08:08
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