Valor nutritivo e aspectos anatômicos de Pennisetum purpureum Schum de diferentes portes em resposta a frequências de colheitas.
Porte
Capim-elefante
Bromatologia
Histologia vegetal
O fato das pastagens serem o principal alimento para ruminantes coloca o Brasil em uma posição privilegiada para a produção dos mesmos, pelo fato de possuir uma grande extensão territorial e características edafoclimáticas que favorecem o sistema, isso faz com que o país possua um dos menores custos de produção do mundo. o cultivo de áreas forrageiras para corte, denominadas capineiras, é umas das alternativas para se aliviar o problema da escassez de pastos durante a entressafra, e dentre as espécies forrageiras mais utilizadas para esse objetivo, destaca-se o capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum.), em decorrência da qualidade do material produzido, boa aceitação pelos animais e elevado rendimento forrageiro por unidade de área, em torno de 40 toneladas de matéria seca/ hectare/ ano. O experimento será conduzido na Fazenda Experimental da Universidade Federal Rural de Pernambuco, localizada no município de Garanhuns, situado na mesorregião do Agreste Meridional de Pernambuco. Os tratamentos serão compostos por quatro genótipos de Pennisetum purpureum Schum.. O delineamento será casualizado em blocos em parcelas subdivididas, sendo a parcela principal correspondente as duas frequências de colheita (60 e 90 dias) e as subparcelas pelos quatro genótipos, sendo dois de porte alto (IRI 381 e Elefante B) e dois de porte baixo (Taiwan A-146 2.37 e Mott). Os genótipos serão estabelecidos em uma área total de 1.820 m2 (91 m x 20 m), onde cada parcela será constituída de canteiros de 546 m2 (91 m x 6 m), com 32 subparcelas, cada uma com dimensões de 24 m2 (4 m x 6 m), e área útil de 8 m2 (2 m x 4 m). Os genótipos serão avaliados sob cortes sucessivos, durante o período de dois anos. Após cada colheita, as parcelas receberão adubação de manutenção com o equivalente a 100 kg N ha-1 e 80 kg de K2O ha-1. Estas adubações ocorrerão ao longo de todo o período experimental. Nas amostras de folha e colmo se procederá as análises químico-bromatológicas, fracionamento de carboidrato e proteína, estimativas de energia, os ensaios de digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) e degradabilidade in situ dos nutrientes. Para a caracterização histológica, serão coletadas duas lâminas foliares e colmos de perfilhos vegetativos de cada repetição em cada estação do ano. Serão selecionadas as primeiras e últimas lâminas foliares expandidas (com lígula exposta). O colmo será dividido em três estratos (apical, mediano e basal), com base no primeiro (basal) e no último (apical) nó visível. Com os resultados obtidos, serão realizadas correlações de Pearson entre as variáveis, serão também submetidos à análise de variância e as médias dos genótipos comparadas pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade.