Biofertilizante Microbiano na Soja (Glycine Max (L.) Merrill) em Solo da Região Semiárida
Acidithiobacillus. Soja. Fixação Biologica do Nitrogênio
A produção de soja no Brasil tem experimentado um crescimento significativo nas últimas décadas, tornando-se uma das culturas mais importantes do país. Inicialmente concentrada na região Sul, a expansão da soja para o Nordeste do Brasil é um fenômeno notável.
O avanço da soja foi impulsionado por vários fatores, incluindo a busca por terras disponíveis para expansão agrícola, e adoção de técnicas de manejo sustentável que têm contribuído para o sucesso da cultura na região. O presente trabalho utilizou o biofertilizante BNPK obtido a partir de rochas fosfatadas e potássicas, enriquecido com enxofre elementar e inoculado com a bactéria Acidithiobacillus thiooxidans, juntamente com matéria orgânica inoculada com uma bactéria diazotrófica de vida livre, na comparação com o uso de fertilizantes convencionais quanto ao seu impacto no aumento da produção de biomassa e no acúmulo de nitrogênio na parte aérea da cultura de soja. Também investigamos o efeito da inoculação com estirpes de Bradyrhizobium, (SEMIA 5079 e 587) recomendadas para a soja e a possível interação com o biofertilizante. O estudo foi realizado em casa de vegetação na Universidade Federal Rural de Pernambuco em Recife PE, utilizando o solo coletado na Fazenda Nossa Senhora do Rosário, localizada no município de Pesqueira. O experimento foi conduzido no delineamento em blocos casualizados, em casa de vegetação. Utilisando 12 tratamentos e 3 repetições: controle absoluto (Sem BNPK e sem inoculação), Fertilizante mineral (sem inoculação, com inoculação SEMIA 5079 e SEMIA 587), Biofertilizante 100% (sem inoculação, com inoculação SEMIA 5079 e SEMIA 587), Biofertilizante 150% (sem inoculação, com inoculação SEMIA 5079 e SEMIA 587). Os tratamentos com biofertilizante foram calculados para as doses recomendadas de NPK para a cultura da soja. O desenvolvimento do experimento consistiu na adubação do fertilizante mineral e do biofertilizante com diferentes doses e o semeio da soja inoculada ou não com Bradyrhizobium. A inoculação com o biofertilizante BNPK resultou em um aumento significativo no número de nódulos nas raízes das plantas de soja, bem como no acúmulo de nitrogênio na parte aérea. No contexto deste experimento, a estirpe SEMIA-5079 demonstrou ser mais eficaz do que a SEMIA-587 em promover a nodulação e o acúmulo de nitrogênio nas plantas de soja. Concluímos que o solo de Pesqueira possui um potencial favorável para o cultivo da soja, destacando a viabilidade do uso do biofertilizante BNPK em conjunto com bradyrhizóbios para otimizar a produção de biomassa e o acúmulo de nitrogênio na parte aérea das plantas de soja.