Banca de DEFESA: CAIO NUNES GONÇALVES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CAIO NUNES GONÇALVES
DATA : 28/02/2025
HORA: 08:00
LOCAL: UFRPE
TÍTULO:

LODO DE ESGOTO E BIOCHAR DE LODO DE ESGOTO: EFEITOS NA QUALIDADE DO SOLO E NO DESENVOLVIMENTO INICIAL DA CANA-DE-AÇÚCAR


PALAVRAS-CHAVES:

Matéria orgânica; Nutrição de plantas; Processamento térmico; Resíduo orgânico; Solo arenoso.


PÁGINAS: 96
RESUMO:

O aumento na geração diária de resíduos devido ao crescimento populacional tem contribuído para uma pressão nos recursos ambientais. Por conta disso, inúmeros processos degradativos ocorrem de forma acentuada, contribuindo para decréscimos consideráveis nos teores de matéria orgânica dos solos. Aliado a isso, o cultivo da cana-de-açúcar tem sido associado ao aumento acentuado desses processos, especialmente em solos arenosos, necessitando da adoção de estratégias para mitigar esses efeitos danosos, como a adição de resíduos orgânicos. O lodo de esgoto, rico em nutrientes, surge como uma opção promissora na agricultura, mas exige cautela devido ao risco de contaminação. Nesse aspecto, o processamento térmico do lodo constitui uma estratégia interessante, dada a grande potencialidade do biochar. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi de avaliar os impactos do uso do lodo de esgoto e seu biochar nas características químicas e biológicas de um solo arenoso, bem como no desenvolvimento inicial da cana-de-açúcar. O experimento foi conduzido em casa de vegetação na Universidade Federal Rural de Pernambuco, com delineamento inteiramente casualizado contendo 7 tratamentos (biochar de lodo de esgoto na dose 20 t ha-1 (B20); lodo de esgoto na dose 40 t ha-1 (L40); fertilizante mineral (NPK); 40 t ha-1 da combinação de biochar + lodo nas proporções 50%:50% (B50:L50), 75%:25% (B75:L25), 25%:75% (B25:L75) e um tratamento testemunha). As coletas de solo foram realizadas aos 7, 15, 30, 60 e 120 dias para avaliação dos parâmetros microbiológicos (Cmic, C-CO2, qCO2 e qMic), NH4+, NO3- e P disponível. Na avaliação final, foi realizada a avaliação do carbono orgânico total (COT), carbono orgânico particulado (CMOP), estoques de COT e CMOP, coleta da folha diagnóstica para avaliação nutricional e da planta para estimativa da produção de matéria seca. O desenvolvimento inicial da cana-de-açúcar foi avaliado por meio de análises biométricas, com quatro medições realizadas a cada 30 dias após o plantio. Os resultados demonstraram que a aplicação isolada do lodo de esgoto (L40) demonstrou resultados mais satisfatórios, com melhores estimativas de Cmic (273,34 mg kg-1), qCO2 (0,27 mg C-CO2 mg-1 Cmic dia-1) e qMic (2,71%) aos 15 dias, indicando que houve uma maior eficiência microbiana na utilização do C proveniente dessa fonte orgânica e nessa dose aplicada. Os maiores efeitos nos teores de NH4+ e NO3- foram notados para os tratamentos B25:L75 (12,15 mg kg-1 aos 7 dias) e L40 (38,51 mg kg-1 aos 30 dias), respectivamente. Para os teores de P, todos os tratamentos com lodo de esgoto e biochar foram eficientes na sua disponibilização, com destaque para o B75:L25 (62,36 mg kg-1) aos 15 dias. O tratamento B20 apresentou os maiores teores de COT (14,72 g kg-1) e estoque de COT (45,32 ton ha-1) em relação aos demais, exceto quando comparado ao L40. Diferentemente, o B20 mostrou o menor valor para CMOP e estoque de CMOP, cerca de 41,52% e 34,66% menor que a testemunha, respectivamente, o que demonstra a grande estabilidade do biochar utilizado. Para a nutrição da cana-de-açúcar, houve uma limitação na nutrição das plantas, com resultados inferiores aos teores mínimos recomendados. Porém, os resultados foram similares ao NPK e superiores à testemunha, o que confirma o valor nutricional do lodo de esgoto e do seu biochar. Os parâmetros biométricos não apresentaram diferenças significativas, exceto para a AC, com maiores valores para B20 (209 cm) e NPK (206 cm) aos 120 dias. Para a matéria seca, todos os tratamentos foram superiores à testemunha, sendo notado uma diferença de até 99,40% entre o B75:25 e testemunha, maior e menor valor de média, respectivamente. Dessa forma, pode-se afirmar que a dose aplicada de lodo e do seu biochar podem influenciar as características químicas e microbiológicas do solo, com destaque para o L40, o qual possibilitou resultados positivos na maioria dos parâmetros avaliados.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ADEMIR DE OLIVEIRA FERREIRA
Interno - ***.952.028-** - FELIPE JOSÉ CURY FRACETTO - USP
Externo à Instituição - RENATO LEMOS DOS SANTOS - IFPE
Notícia cadastrada em: 25/02/2025 14:42
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