Formação de carbonatos em saprolitos derivados de gnaisses: potencial de sequestro de carbono no Agreste de Pernambuco
Mudanças climáticas globais, pedogênese, minerais secundários, gases de efeito estufa.
O sequestro de carbono em saprólitos derivados de gnaisses no nordeste brasileiro pode representar uma importante fonte de compensação das emissões de CO2 atmosférico, contribuindo para que o país alcance as metas globais de emissão liquida zero até o ano de 2050, visto que a partir da COP16 o mecanismo recebeu elegibilidade como opção de mitigação e participação nos balanços de emissões. Esse processo poderia estar ocorrendo naturalmente no saprólito derivado de gnaisses no Semiárido nordestino. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é caracterizar a gênese desse processo, identificar as características dos carbonatos formados e como os fatores de formação atuam para o alcance das metas brasileiras como forma de compensação das emissões para neutralidade do carbono, bem como para o desenvolvimento futuro de estratégias de otimização desse processo. Para alcançar esses objetivos, serão avaliados os processos pedogenéticos e de formação de carbonatos minerais a partir do CO2 atmosférico em interação natural com o saprolito derivado de gnaisses no Agreste pernambucano. O trabalho será realizado em dez perfis pedológicos de Planossolos do Complexo da Borborema, onde além da caracterização morfológica, química e física dos perfis de solo-saprolito, serão realizadas análises de mineralogia, de microscopia de varredura, luz sincrotron, microbiologia e de isótopos de carbono e oxigênio visando compreender os mecanismos envolvidos na precipitação dos carbonatos naquele ambiente. Posteriormente, será quantificada a capacidade do processo de carbonatação mineral CO2 atmosférico para compensar parte das emissões de CO2 e sua contribuição para o alcance das metas nacionais de neutralidade do carbono. O projeto tem um prazo de execução de quatro anos e será realizado no contexto do programa de pós-graduação em Ciência do Solo, da Universidade Federal Rural de Pernambuco.