Avaliação do consórcio gramínea-leguminosa na sustentabilidade e impacto ambiental do semiárido brasileiro.
Rizóbios. Forragem. Florestas Tropicais Secas. Isotópica do δ15N.
Estudar as Florestas Tropicais Secas (FTS) é importante para entender sua dinâmica, sua capacidade produtiva e como preservá-la. Visto que com as mudanças climáticas estas áreas estão se expandindo e produzir nelas se torna essencial alimentar uma população mundial crescente. Ademais, as FTS são muito utilizadas para a produção de pastagens destinadas a alimentação animal. Assim, buscar alternativas sustentáveis no cultivo de forrageiras e o manejo mais adequado se faz necessário para a melhoria da produtividade e menor degradação ambiental. O consorcio gramínea-leguminosa vem se mostrando uma alternativa promissora para melhorar a biomassa e nutrição da pastagem. A introdução da leguminosa proporciona um maior aporte de nitrogênio (N) para ambas as culturas, pois se associam com bactérias que realizam a fixação biológica de nitrogênio. Logo, a leguminosa pode ser uma opção amiga do meio ambiente para o uso de adubos nitrogenados. Portanto, o presente trabalho tem como objetivo principal investigar o consorcio gramínea-leguminosa para a qualidade e sustentabilidade de pastagens no Semiárido pernambucano. Neste estudo serão realizados dois experimentos, um em casa de vegetação e outro em campo. Os tratamentos consistem em duas gramíneas (Cenchrus ciliaris e
Urochloa mosambicensis) e duas leguminosas (Vigna unguiculata e Macropitilium lathyroides) combinados entre eles e solteiras. Em ambos os experimentos, serão analisados os parâmetros de produção de biomassa, parâmetros simbióticos, como nodulação, fixação biológica de N (através da análise isotópica do δ15N) e estimativa nutricional. No experimento em casa de vegetação, os rizóbios serão isolados e caracterizados em meio de cultura e, em seguida, serão avaliados geneticamente através da extração do DNA, amplificação pela técnica BOX-PCR e ARDRA. Para o experimento em campo serão avaliadas as atividades da biomassa microbiana do solo, fósforo microbiano, atividade enzimática, parâmetros bromatológicos, nutrientes foliares e a emissão de gases de efeito estufa. Como resultado, é esperado que se encontre alternativas sustentáveis que promovam uma maior produtividade e nutrição de forrageiras na FTS brasileira.