Uso de bactérias promotoras de crescimento de plantas e micorriza arbuscular no alívio de estresse salino em milho
Estresse salino. Etileno. ACC Deaminase. FMA. Co-inoculação.
A planta sob condições de estresse salino produz grandes quantidades de etileno, o qual afeta o seu crescimento e desenvolvimento. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da inoculação de bactérias promotoras de crescimento de plantas (BPCP) e produtoras de ACC deaminase combinado com fungo micorrízico arbuscular (FMA) (Rizhopagus clarus) no crescimento e desenvolvimento do milho (Zea mays L.) em condições de estresse salino. O experimento foi realizado em casa de vegetação na Universidade Federal Rural de Pernambuco, organizados em blocos casualizados, com cinco repetições, com os seguintes tratamentos: i- dez co-inoculações de BPCP e FMA; ii- três concentrações de NaCl (0, 40 e 80 mM); e iii- dois controles com inoculação de FMA e sem inoculação. O experimento foi colhido aos 53 dias após o plantio. Foram analizado a biometria, os parâmetros fisiológicos, a alocação de sais na parte aérea da planta pelos elementos químicos cloreto, sódio e potássio e a colonização micorrízica. Os resultados por efeitos separados mostraram que o estresse salino reduziu significativamente o crescimento do milho e seus atributos fisiológicos. No entanto, houve uma maior tolerância ao estresse salino para o crescimento de comprimento do caule (CC) com as co-inoculações 28-10+FMA, 43+FMA e 70+FMA, e para o diâmetro do caule (DC) com as co-inoculações 43+FMA e 85+FMA quando comparado com os controles de FMA e sem inoculação. A área foliar total (AFT) e a massa seca da parte aérea (MSPA) apresentaram maior tolerância ao estresse salino com as co-inoculações 28-10+FMA e 43+FMA quando comparado com o controle de FMA, com destaque significativo na MSPA com a co-inoculações 28-10+FMA comparado com o controle de FMA. Ademais, as co-inoculacões de BPCP e FMA aumentaram a fluorescência da clorofila a, sendo mantida tolerante a capacidade fotossintética do fotossistema II (PSII) sob estresse salino. Além disso, mantiveram tolerante a planta do milho que apresentaram potencial hídrico (Ѱw) e potencial osmótico (Ѱs) reduzidos, sendo com maior tolerância com as co-inculações 28-10+FMA e 59-3+FMA no Ѱw e a co-inoculação 28-10+FMA no Ѱs comparado com os controles de FMA e sem inoculação. Além disso, as co-inoculações de BPCP e FMA reduziram o vazamento eletrólito (VE) quando comparado com o controle sem inoculação, exceto, as co-inoculações 28-10+FMA e 52+FMA que mantiveram a planta tolerante ao estresse salino, ou seja, a planta foi ligeiramente exposta ao estresse oxidativo. Para a alocação de sais na parte aerea do milho, observou-se um aumento significativa na concentração de Cl-, Na+ e Na+/K+ sob estresse salino. Ademais, o K+ diminuiu não significativamente com o aumento da concentração de NaCl, e a relação de K+/Na+ diminuiu significativamente com o aumento da concentração de NaCl de 0 para 40 e 80 mM. Sem embargo, as co-inoculações de BPCP e FMA aumentaram a concentração de K+ sendo reduzida a concentração de Cl- e Na+ e mantiveram uma relação de K+/Na+ considerável na parte aérea do milho. Além disso, as co-inoculacões de BPCP e de FMA aumentaram a colonização micorrízica que foi reduzida sobre estresse salino. No presente estudo testou-se dez bactérias combinadas com a FMA, e as combinações que apresentaram os melhores resultados foram a 28-10, 43, 70, 85, 59-3 e 52. Sendo assim, por aliviar o estresse salino em milho, a co-inoculação dessas bactérias com o FMA será testada em experimentos com solo não estéril.