Banca de DEFESA: LILIAN HORANNA ALVES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LILIAN HORANNA ALVES DA SILVA
DATA : 03/03/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Auditório do PPG Ciência do Solo
TÍTULO:

Eficiência fotossintética, estresse oxidativo e nutrição da cana-de-açúcar em relação a disponibilidade de ferro e manganês em solos arenosos


PALAVRAS-CHAVES:

Clorose. Micronutrientes. Tabuleiros Costeiros. Estresse Oxidativo


PÁGINAS: 85
RESUMO:

No Nordeste do Brasil, os tabuleiros costeiros destacam-se como importante polo agropecuário, especialmente no cultivo de cana-de-açúcar. Nessa formação geológica, a cultura é estabelecida em solos predominantemente arenosos e distróficos, que podem apresentar horizontes endurecidos em diferentes profundidades. Esses horizontes influenciam a percolação da água, favorecendo períodos de saturação e alterando as condições redox do solo, o que impacta diretamente a disponibilidade de nutrientes, como ferro (Fe) e manganês (Mn). Durante os períodos secos, as plantas cultivadas nessa região estão mais suscetíveis à deficiência desses micronutrientes, em razão da menor mobilidade e disponibilidade no solo. Em contrapartida, no período chuvoso, a presença de horizontes endurecidos e escuros (Bh) pode favorecer a saturação temporária do solo e aumentar a disponibilidade de Fe e Mn, especialmente sob condições redutoras. A cana-de-açúcar cultivada nesse ambiente edáfico frequentemente apresenta sintomas como clorose foliar característica de deficiência de ferro e estrias longitudinais associadas à deficiência de manganês, cujas manifestações podem variar ao longo do ciclo de cultivo. Nesse contexto o objetivo dessa pesquisa é avaliar doses de Fe e Mn em diferentes ambientes redox, promovido pelo regime hídrico das chuvas, e seus efeitos na nutrição, pigmentos fotossintéticos, bioquímica e produtividade da cana-de-açúcar cultivada nos solos arenosos dos tabuleiros costeiros do Nordeste. O experimento foi conduzido em solo arenoso classificado como Espodossolo Hidromórfico, em área comercial pertencente à Usina Japungu, situada no município de Santa Rita–PB, cultivada com cana-de-açúcar, no quarto ciclo de cana-soca da variedade RB92579.Os tratamentos foram distribuídos em delineamento de blocos casualizados, com três blocos, com esquema fatorial (6 x 2) + 1. Sendo 6 doses de Fe (1,5; 3,0; 6,0; 9,0; 12,0; e 15,0 kg. ha-1), utilizado como fonte (FeSO4), 2 doses de Mn, (1,5 e 3,0 kg. ha-1), tendo como fonte o (MnCO3), mais o tratamento controle que não recebeu aplicação dos micronutrientes. As avaliações foram realizadas em três momentos de variação pluviométrica na região, identificada como período chuvoso (maio/junho/25), início da estiagem (agosto/setembro/25) e máxima estiagem (novembro/dezembro/25). Na planta a fluorescência da clorofila e pigmentos fotossintéticos foram analisados para verificar a eficiência fotossintética, assim como o extravasamento de eletrólitos para avaliar a resposta antioxidativo da planta. No final do ciclo foi avaliada a reposta da planta aos tratamentos por meio de biometria de crescimento e quantificação da produtividade agroindustrial. Nos três períodos de avaliação, a adição de Fe e Mn promoveu incremento na produção de pigmentos fotossintéticos. A fluorescência da clorofila, por sua vez, foi negativamente influenciada no período de maior precipitação, sendo que as doses mais elevadas evidenciaram possível efeito tóxico desses micronutrientes. As plantas submetidas às menores doses de Fe e Mn apresentaram redução no extravasamento de eletrólitos, indicando menor dano às membranas celulares. Apesar dos efeitos benéficos observados na eficiência fotossintética e na atenuação do estresse oxidativo, o desenvolvimento vegetativo e a produtividade da cana-de-açúcar não foram significativamente influenciados pela aplicação de Fe e Mn no solo. Contudo, relações do tipo 1:1 ou 2:1 mostraram-se mais promissoras, por proporcionarem melhorias na dinâmica fotossintética e antioxidativa da planta com menor aporte de insumos, sem comprometer a produtividade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - EMIDIO CANTIDIO ALMEIDA DE OLIVEIRA
Interno - MARIO DE ANDRADE LIRA JUNIOR
Externo ao Programa - 2114713 - ALEXANDRE CAMPELO DE OLIVEIRA - UFRPE
Notícia cadastrada em: 27/02/2026 11:22
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