Transição agroecológica em unidade de referência tecnológica biodiversa no Agreste pernambucano
Agroecologia;
Sustentabilidade;
Agricultura familiar;
Bioágua;
Sistemas Agroflorestais
Abandonar a agricultura de base tradicional, utilizando insumos e maquinários caros, depender de uma mão de obra cada dia mais escassa em todos os territórios agropecuários e investir em orgânicos, produção agroecológica de vegetais e animais é fundamental para o bem viver, para a soberania alimentar e também para a segurança alimentar, principalmente do homem do campo, da agricultura familiar. A pesquisa levanta a hipótese que investir em subsistemas dentro de um agrobioecossistema é algo inovador e rentável, assim como dar o destino certo aos insumos gerados por esses subsistemas, hora aproveitando na fertilização de subsistemas paralelos, hora sendo encaminhados para a venda e consequentemente para a geração de uma renda extra para todos. Assim como a propriedade pode transformar insumos em benefícios para outros subsistemas as águas cinzas geradas pela casa será filtrada pelo revolucionário sistema bioágua e essa agua resultante da filtragem será utilizada para irrigação do Sisitema Agroflorestal (SAF) e do quintal produtivo agroecológico. Os custos para manter determinados subsistemas pode não compensar ou tornar inviável o projeto, pensando nisso será desenvolvido um SAF integrando pecuária e floresta, um banco de proteína voltado para a alimentação animal, fazendo com que o custo com a proteína da soja desapareça. O projeto tentará resinificar a existência do Sitio Torres e a fixação da geração de jovens agricultores no território. Além disso tudo, transformar aquele território num exemplar ponto de luz para que vizinhança, estudantes, pesquisadores e sociedade em geral e disseminar a ideia de um local que foi transformado através de um processo de transição agroecológica.