“AS RELAÇÕES ENTRE EDUCAÇÃO, SAÚDE POPULAR E AGROECOLOGIA NO FORTALECIMENTO DO PARADIGMA DE CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO”,
formação-ação. Bem viver. redes sociotécnicas
O Semiárido brasileiro é historicamente considerado como um lugar sem vida na ótica do combate à seca. Na década de 1980, desenha-se, a partir da luta dos movimentos sociais, um novo paradigma, o da convivência com o Semiárido. A abordagem da convivência com o Semiárido remete necessariamente à multidimensionalidade e à saúde popular, à educação e à agroecologia, três campos do conhecimento que nos interessam prioritariamente neste caso. É nesse contexto que se insere este estudo de caso, que tem como objetivo analisar os processos de formação/ação em Promoção e Vigilância em Saúde, Ambiente e Trabalho (PVSAT), realizados nos estados do Ceará e de Pernambuco, no âmbito do Projeto Territórios Saudáveis e Sustentáveis no Semiárido (TSSS), desvelando as contribuições da agroecologia e da saúde popular para o fortalecimento do paradigma da convivência com o Semiárido na construção de territórios saudáveis e sustentáveis no Semiárido. O estudo é de caráter qualitativo caracteriza-se por um estudo de caso utilizou-se das técnicas de observação participantes e entrevistas semiestruturadas e se utiliza da análise de conteúdo de Bardin, como técnica de análise. Seus resultados estão expressos sob forma de tese e de produto técnico. O produto técnico desenvolvido foi um software de redes sociotécnicas formadas a partir processos de formação-ação e a tese apresenta elementos dos processos educativos que aproximaram a interlocução entre a saúde e a agroecologia na perspectiva do bem viver.