ECONOMIA SOLIDÁRIA E AGROECOLOGIA: UMA ANÁLISE DA IMPLANTAÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO COMO FORTALECIMENTO DA AUTOGESTÃO NA ASSIM, LAGOA DE ITAENGA-PE
Trabalho coletivo. Planejamento Participativo. Plano Estratégico
Este estudo denominado “Economia Solidária e Agroecologia: uma análise da
implantação do planejamento estratégico como fortalecimento da autogestão na
ASSIM, Lagoa de Itaenga – PE”, analisa o processo de construção do planejamento
participativo de uma associação de agricultoras e agricultores familiares, que realiza
um trabalho com produtores agroecológicos de organização e formação na Zona da
Mata Norte de Pernambuco. O trabalho, baseado na pesquisa-ação e no
planejamento rural participativo, foi construído a partir dos princípios educação
popular. Com um olhar crítico sobre o projeto associativo e a construção de estratégias
coletivas de autogestão, tanto na sua trajetória histórica, quando no seu estágio atual,
percebe-se um avanço na produção e comercialização, enquanto as práticas de
autogestão e colaboração recíproca se estagnavam. Nesse território, onde existem
aproximadamente 30 famílias de produtores e produtoras agroecológicos/as que há
vinte e cinco anos desenvolveram atividades e ações pautadas na solidariedade,
união e na participação democrática, constatou-se através deste trabalho que era o
momento de renovar estas práticas e pactuar estratégias para os próximos anos
considerando novos ideários convocantes. Com a pesquisa-ação, houve o
envolvimento dos associados da ASSIM na construção do conhecimento, através de
um processo planejado de interação com a realidade local. Deste modo, a realização
de um diagnóstico participativo rural que culminou no planejamento estratégico
participativo passou a ser uma estratégia política, que parte de uma visão de mundo
e da identificação de questões que vieram afastando a ASSIM das características da
gestão coletiva e participativa, cedendo aos apelos da geração de renda e focando
nos processos de comercialização. O produto dessa tese, o planejamento rural
participativo e seu respectivo plano estratégico, embalou a intervenção concreta no
sentido de buscar melhores condições institucionais, econômicas e sociais para os
associados/as da entidade, bem como olhar de forma mais aprofundada para o futuro
da associação. Por fim, espera-se que no final do processo em curso, a ASSIM
consiga se fortalecer para conquistar direitos, reafirmar sua identidade territorial,
fortalecer as lideranças locais, melhorar os processos decisórios coletivos, bem como
impulsionar a produção e comercialização.