HOJE É DIA DE FEIRA: Perfil Socioambiental de Produtores/as e Consumidores/as do Espaço Agroecológico de Setúbal em Recife-PE
Agricultura Orgânica; Produção e Consumo de Alimento; Feiras Agroecológicas
Ao longo do desenvolvimento civilizatório a agricultura passou por vários processos de mudança. No entanto, foi com a Revolução Verde, a partir da década de 1950, que a agricultura moderna ocidental adotou um modelo tecnológico com ênfase no uso intensivo da mecanização agrícola, na utilização de adubos minerais de alta solubilidade e agrotóxicos. Não obstante, mesmo sendo considerado um período de crescimento na produção agrícola mundial, a agricultura moderna vem causando fortes impactos ambientais e consequências negativas significativas na saúde e qualidade de vida da população global. Assim, diante de um cenário preocupante para o meio ambiente e para a saúde das pessoas, os princípios da agricultura alternativa emergiram no Brasil, no início da década de 1970, em contraposição às técnicas convencionais, de modo a se experimentar modelos menos agressivos a natureza e a sociedade. As feiras surgem em meio a esse contexto, no qual a sociedade passa a questionar mais o que come e se o alimento é algo que afeta o corpo e/ou o meio-ambiente. A transição agroecológica também passa por esse caminho, pois não se trata apenas sobre a maneira de cultivar, mas também de um processo de mudança de atitude, de hábitos e de práticas que devem revelar necessariamente um alinhamento com os princípios agroecológicos. Assim, em virtude dos crescentes impactos ambientais globais e do aumento do uso de agrotóxicos na agricultura convencional, esta pesquisa objetiva investigar o perfil socioambiental dos produtores/as e dos consumidores/as do “Espaço Agroecológico de Setúbal e, investigar como esses sujeitos sociais se relacionam com a sustentabilidade ambiental.