ARTE E AGROECOLOGIA: TEATRO DO OPRIMIDO, RESISTÊNCIA E FORTALECIMENTO A PARTIR DA PERSPECTIVA DO TEATRO-FÓRUM
Cultura. Identidade. Território
A Agroecologia consolida-se como ciência que é capaz de transformar a realidade nos territórios, quando relacionamos esse contexto com a arte é possível conduzir perspectivas de aprendizagens agroecológicas utilizando a linguagem artística nesse processo de mudanças. A aproximação da arte com a agroecologia pode criar conexões e um novo olhar sobre as demandas e necessidades do povo camponês e contribuir para seu empoderamento. Discute-se a relação entre arte e agroecologia, destacando-se a pertinência de se possibilitar ações que a integrem os territórios camponeses, apresenta-se reflexões acerca das contribuições da arte no campo da resistência e fortalecimento da agroecologia. Nessa perspectiva, esse projeto de qualificação tem como objetivo geral estudar o potencial do Teatro do Oprimido para fortalecimento da Agroecologia na perspectiva das juventudes em uma abordagem qualitativa, pesquisa bibliográfica e estudo de caso dentro dos parâmetros da análise de conteúdo. Como resultado espera-se a produção de um material didático/pedagógico para educadores dialogando com a metodologia do teatro do oprimido de Augusto Boal para o fortalecimento da Agroecologia, buscando uma significativa contribuição do teatro para melhor conhecimento e valorização da história, das práticas agroecológicas e da própria cultura da comunidade e do povo que a integra. É importante contextualizar que os resultados da pesquisa podem ser consolidados a partir das vivências das juventudes do território (Jurema – Estrela de Alagoas, AL), contribuindo para as perspectivas, sonhos e agroecologia desse público.