Banca de QUALIFICAÇÃO: VALDENÍ VENCESLAU BEVENUTO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VALDENÍ VENCESLAU BEVENUTO
DATA : 28/02/2023
HORA: 08:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

TRAJETÓRIAS SILECIANDAS: UM ESTUDO COMPARATIVO DE MANDALAS PRODUTIVAS/AGOECOLÓGICAS NO SERTÃO DE PERNAMBUCO


PALAVRAS-CHAVES:

Agroecologia, Campesinato, Prática Sistêmica.


PÁGINAS: 57
RESUMO:

A revolução Verde impulsionou grandes mudanças em todo o planeta. Na América Latina, e o Brasil não ficou de fora, essa mudança se deu bastante forte e de forma negativa nos povos do campo. Por muito tempo, a forma de vida do campesinato se dava a partir da cooperação entre seus membros. Essa cooperação ao longo da história foi muitas vezes ameaçada por forças externas, uma dessas forças se encontra no paradigma da Revolução Verde que, apoiada por métodos reducionistas e excludentes, produziu uma cultura de individualismo e competitividade. Desse modo, faz-se necessário e urgente uma retomada dos saberes e valores ancestrais, valores que são bases para a Agroecologia e incentivos a práticas de potenciais sistêmicos e decoloniais. Nos ecossistemas da região semiárida do Brasil, várias práticas que foram silenciadas estão sendo desenvolvidas com o intuito de uma superação de paradigmas excludentes, um exemplo disso são as práticas agroecológicas e de potenciais sistêmicos decoloniais, como as mandalas produtivas. A partir de unidades familiares de produção, este estudo parte da hipótese de que o paradigma agroecológico e sistêmico atual, encontrado em alguns territórios campesinos da região sertaneja no Nordeste do Brasil, é o elo de reencontro entre a ancestralidade e a vida cotidiana do povo, entre os campesinatos e as ciências, e após o deslocamento do discurso de combate à seca para o da convivência com o Semiárido Brasileiro produzem novas narrativas e incorporação de outras dimensões à agricultura. Assim, este estudo tem como objetivo principal identificar, a partir de um estudo comparativo, particularidades e dimensões adotadas pelas unidades de produção familiar em torno de mandalas produtivas. A pesquisa fará um breve percurso sobre os estudos decoloniais, conversando com outras teorias, como o método da Análise Discursivista Ecossistêmica, dialogando com os saberes sistêmicos andino-amazônicos e a história dos campesinatos e dos Assentamentos da Reforma Agrária. A relevância do projeto está em fortalecer as identidades, a territorialidade do campesinato, apresentando um norte para a compreensão das mandalas produtivas enquanto prática sistêmica decolonial; difusão das mandalas produtivas como práticas do campesinato. Desse modo, será nas pesquisas decoloniais latino-americanas e na visão holística/sistêmica que este estudo buscará analisar as influências e contribuição da conjuntura externa e do contexto interno no desenvolvimento das mandalas produtivas, a análise do processo de aquisição das dimensões da agroecologia, a valorização do valor sistêmico e o processo de transferência de conhecimento coletivo. Esta pesquisa partirá das mandalas produtivas desenvolvidas por unidades familiares de produção situadas no Sertão do Semiárido, em dois Assentamentos da Reforma Agrária em Pernambuco (Assentamentos Cachoeira dos Guilhermes e Caldeirões). As informações coletadas se darão entre 2023 e de 2024. O estudo fará uso de diversas fontes, em forma de triangulação de métodos e interdisciplinar.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - MARCUS METRI CORREA
Interna - JULIA FIGUEREDO BENZAQUEN
Externo à Instituição - CLÁUDIO UBIRATAN GONÇALVES - UFPE
Notícia cadastrada em: 19/02/2023 09:24
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