Agrobiodiversidade, uso das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) e soberania alimentar junto a famílias Camponesas em três municípios do Sul da Bahia
Agroecologia; Plantas Alimentícias Não Convencionais: Cabruca; Campesinato; Agrobiodiversidade
A Mata Atlântica possui elevada diversidade de flora, formando um sistema complexo com alto grau de endemismo. Sendo considerado um dos 25 hot spots para conservação da biodiversidade. Neste ambiente chama a atenção as plantas que podem ser usadas na alimentação. O objetivo foi investigar os fatores que levam algumas pessoas a não utilizarem determinadas plantas na sua alimentação, a despeito de passarem por eventual privação alimentar e de terem conhecimentos do potencial alimentício de certos vegetais. Além de incentivar o uso das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) e fortalecer a soberania e a segurança alimentar das famílias camponesas. Esta tese foi desenvolvida em âmbito regional, que incluiu três municípios no Sul da Bahia em um sistema agroflorestal conhecido como cabruca. Foram utilizadas, para obtenção dos dados, a metodologia da pesquisa-ação, com observações empíricas, investigações teóricas, realização de oficinas gastronômicas, tendo como base abordagem qualitativa e quantitativa, levando em conta a quantidade e a variedade de plantas não convencionais, que as/os participantes indicaram conhecer e utilizar com potencial para uso alimentício e de discutir a aceitação das PANC na alimentação local. Também foi fornecido material didático capaz de auxiliar na identificação, divulgação e uso das PANC.