ANÁLISE MICROBIANA E POTENCIAL USO NOS SISTEMAS AGROECOLÓGICOS DO MEL DE Trigona spinipes – Fabricius - 1793
Abelha sem ferrão, Arapuá, Bacillus, Bioprospecção, Caatinga
As abelhas nativas sem ferrão ou meliponíneos representam importante parcela da biodiversidade do Brasil. Tais insetos constituem um elemento de indispensável importância ecológica na preservação da diversidade floral dos múltiplos ecossistemas brasileiros. Essa categoria de insetos, genuinamente adaptada aos biomas brasileiros, é constituída por aproximadamente 300 espécies de melíponas classificadas em diversos gêneros. Produzem um mel com muitas peculiaridades a serem descobertas. Além de possuírem características como adaptações para evitar a deterioração dos potes de seu alimento. Devido a esse mecanismo, as várias espécies de abelhas nativas exercem potenciais relações com diversos microrganismos já identificados. Neste trabalho, analisaram-se amostras de mel de Trigona spinipes coletadas no Território do Sertão do São Francisco-PE. Nos achados constam seis fungos filamentosos, sete leveduras e quatorze bactérias. Todas as análises foram realizadas em triplicata e realizadas técnicas de observação micro e macroscópicas e coloração de Gram. O gênero Bacillus foi mais freqüente nos achados bacteriológicos. Para identificação específica de cada isolado foram realizadas análises por meio de biologia molecular. Os resultados obtidos oferecem precedentes para análises mais detalhadas da composição de microrganismos associados à Trigona spinipes e a outras espécies de abelhas sem ferrão da Caatinga, pois as várias espécies de abelhas nativas exercem potenciais relações com diversos microrganismos já identificados. Podendo ser relações de biorremediação, uso como bioinseticidas pela ação entomopatogênica, na bioprospecção e até como bioinsumos que podem auxiliar a prática agroecológica.Preservar a Arapuá é certamente prover sustentabilidade dos vários ecossistemas, por se tratar de uma espécie reparadora de biomas degradados.